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domingo, 8 de julho de 2012

O SOPAÇO E A POLÍTICA EXCLUDENTE

Na Sexta-feira, dia 06 de Julho de 2012, comparecemos a manifestação popular contra as proibições do governo Kassab em São Paulo.


Bem em frente ao prédio da Prefeitura do Município de São Paulo, depois em caminhada até a Praça da Sé, reuniu-se o grupo de manifestantes de várias origens políticas e sociais, convidados e organizados via internet e outros meios.

Em número significativo de mais de quinhentas pessoas, o grito foi feito pelo fim das políticas excludentes e elitistas.
















Governos elitistas e excludentes que proibem a distribuição de sopa e o abrigo de moradores de rua, esquecendo a atenção e impedindo uma forma de atendimento urgente aos necessitados da moradia e da fome humana.

Esta proibição, feita pelo atual governo municipal de São Paulo, (Kassab), tem no fundo a intenção de extinguir a existencia de moradores de rua, mostrando a falência social deste governo e governos semelhantes em conduta, espalhados pelo Brasil.

Governos alinhados com a política neo-liberal, privatizante, excludente, cerceadora e elitista, que fazem política da "limpeza", da "faxina", tratando seres humanos menos favorecidos tal qual lixo e sujeira.

Alimento, moradia, direitos, trabalho, condições básicas que as elites não querem distribuir aos menos favorecidos.

Ao contrário, os interesses elitistas querem expropriar o direito a cidadania e até a existencia destas pessoas, numa frieza cruel, sem buscarem solução para as mazelas sociais causadoras da pobreza e da falta de moradia.

Este é o mesmo princípio dos falsos condomínios, ou seja, excluir direitos e dar privilégios, afastando os menos favorecidos da visão neurótica da classe média.

O combate político a estes governos elitistas é a solução para a aberração da irregular distribuição de áreas, ruas e bairros inteiros a grupos de pretensos ricos e falsos importantes, mera classe econômica falida e endividada.

MRLL



domingo, 1 de julho de 2012

MAIS UM DISCURSO INÓCUO EM BRASÍLIA - OS FALSOS CONDOMÍNIOS



O Senador Suplicy, (PT-SP), certamente inquerido por cartas e solicitações de outros interessados contra os falsos condomínios, tomou a Tribuna do Senado em Brasília para falar sobre o assunto.
Mais uma vez, observa-se que tocou-se, agora via Senador Suplicy, no fato básico e óbvio dos falsos condomínios, que é a ocupação das áreas públicas nos vários municípios brasileiros.
Porém, logo em seguida, o Senador votou a falar dos interesses financeiros envolvidos e atentou-se mais a alguns fatos mais pontuais e pessoais, exemplos localizados em Cotia (SP), São Paulo (Capital) e Maceió (AL) e nas questões das velhas cobranças e o "sofrimento" dos moradores, as auto-denominadas "vítimas" dos falsos condomínios e das associações falsas dos Bairros brasileiros.
Mais uma fala, em Brasília, meramente repetitiva do que está sendo dito e do que está mais que está conhecido a muitos anos. Já há até sumulas e jurisprudencias várias nos Tribunais Superiores, em Brasília, prevendo a solução para as cobranças que tanto as "vítimas" reclamam.
Além do mais, perdeu tempo o Senador citando nome de um político de Cotia, coisa que muito interessa a estes obscuros privatizadores do que é Público, até como reclame em ano eleitoral, ou seja: um presente a um representante da exploração e da discriminação.
A causa básica, na qual insistimos no MRLL, é política.

Todavia, a solução não virá da "política" viciada e repetitiva de Brasília, como esperam que venha as outras entidades e associações que dizem ser contra os falsos condomínios.
O óbvio também é que, após anos e anos, falas e falas, mortes, acordos, processos e mais processos de cobrança, nada foi alterado no que dizem reclamar as "vítimas".

Esperam algo resolva as cobranças para eles. Inclusive já tentaram o Judiciário e volta e meia as falas dos politicos nacionais.
Esperam algo que "caia dos céus" de Brasília. E até alguma coisa cai, mas nada resolve em definitivo.
A solução deverá vir sim de Brasília, mas não para meramente resolver contra as cobranças feitas à ditas "vítimas" nem diretamente por vontade destes grupos e destes velhos politicos com sua velha política.
A solução definitiva virá depois da vontade popular, manifestada no sentido de encerrar a exploração e a discriminação excludente feita e oriunda desta aberração nacional.
Somente a proibição popular, política, da concesão de áreas públicas a particulares, individualmente e em grupo, será o fim da questão.
Enquanto esta solução não vier, continuaremos a ver falas e falas inócuas, unicamente movidas pela ameaça ao sossego do dolorido "bolso" e aos bens materiais dos moradores dos falsos condomínios.
MRLL

terça-feira, 12 de junho de 2012

MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO COMBATE ABUSOS DO GOVERNO CONTRA POPULARES

MP ajuíza ação contra o Estado por operação na Cracolândia

O Ministério Público ajuizou, nesta terça-feira (12), ação civil pública contra o Governo do Estado de São Paulo em que pede a indenização, no valor mínimo de R$ 40 milhões, em favor do Fundo Especial de Despesa de Reparação de Interesses Difusos Lesados, por danos morais individuais homogêneos e coletivos decorrentes da operação policial iniciada no dia 3 de janeiro na Cracolândia, região central da capital. Na ação, também é pedida a concessão de liminar para que a Polícia Militar abstenha-se, imediatamente, de “empregar ações que ensejem situação vexatória, degradante ou desrespeitosa em face do usuário de substância entorpecente, especialmente cessando qualquer ação tendente a impedi-los de permanecer em logradouros públicos ou constrangê-los a se movimentarem, isoladamente ou em grupo, salvo se houver situação de flagrante delito”.

Os promotores de Justiça Arthur Pinto Filho (Direitos Humanos, área de Saúde Pública), Eduardo Ferreira Valério (Direitos Humanos), Luciana Bergamo Tchorbadjian (Infância e Juventude) e Maurício Antonio Ribeiro Lopes (Habitação e Urbanismo), sustentam, na ação, que a operação policial vem usando de truculência e violência, dispersando os dependentes químicos para outras regiões da capital, criando dificuldades para o trabalho de agentes de saúde e assistência social, sem apresentar resultados efetivos seja para promover a recuperação dos usuários de drogas, seja para combater o tráfico. Para os promotores, a operação vem sendo realizada com ofensa a direitos humanos fundamentais e prejuízos às políticas públicas municipais de saúde e assistência social.

Inquérito civil instaurado em conjunto pelas quatro Promotorias apurou que a ação desencadeada pelo governo estadual foi ineficiente, apesar do volume de recursos empregados, envolvendo a participação de 288 policiais diariamente. No inquérito, foram colhidos depoimentos de 22 pessoas - do poder público, de movimentos sociais e populares e de profissionais em tratamento de dependentes químicos – e colhidas informações junto a órgãos públicos, polícias, conselhos e Câmara Municipal, além da realizadas visitas de inspeção na Cracolândia pelos promotores e por assessores técnicos do Ministério Público, como psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais.

Na ação, os promotores demonstram que a operação não conseguiu quebrar a logística do tráfico, uma das justificativas para sua deflagração. Dados levantados pelos promotores mostram que desde seu início, a operação resultou na apreensão de apenas 1,7 kg de cocaína, o que corresponde a apenas 9% de tudo o que foi apreendido na região no ano passado. A apreensão de maconha no período não ultrapassa 8,5% do que foi apreendido em 2011 na Cracolândia. “A análise dos dados relativos às prisões em flagrante por tráfico, a quantidade de droga apreendida e os termos circunstanciados por porte para uso denotam que a finalidade real da operação não era combater o tráfico nem o traficante, mas simplesmente incomodar, remover e dispersar os usuários de drogas, num mero exercício higienista”, diz a ação.

Para os promotores, também ficou demonstrado que o número de internações dos dependentes químicos foi igualmente pífio e que a operação foi descoordenada entre os órgãos estatais porque a Secretaria de Assistência Social do Município, responsável pela Central de Regulação da Saúde Mental, sequer havia sido informada do início da operação. Citam, por exemplo, que o Complexo Prates, equipamento socioassistencial construído pela Prefeitura para atender a dependentes químicos, somente foi inaugurado mais de dois meses após o início da operação.

“O efeito prático e concreto da operação policial do Governo Estadual foi, na verdade, a dispersão dos pontos de tráfico e consumo de drogas para outros locais da cidade”, escreveram os promotores, destacando as “ações policiais truculentas” desenvolvidas na região da Cracolândia, em violação aos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e dos direitos humanos.

“A operação mostrou-se totalmente ineficiente, na medida em que não alcançou minimamente os objetivos a que se propusera e nem contribuiu para o eficiente enfrentamento ao problema da drogadição. E, ao mesmo tempo, gerou graves violações aos direitos humanos, ofendeu princípios do Estado Democrático de Direito e desperdiçou vultosos recursos públicos”, continua a ação.

Além de pedir a condenação da Fazenda Pública do Estado de São Paulo a indenizar as pessoas submetidas à operação policial e a população total da cidade de São Paulo, por danos morais individuais homogêneos e coletivos, no valor mínimo de R$ 40 milhões, os promotores pedem a concessão de liminar para que a PM seja impedida de promover a chamada “romaria do crack”, que consiste em fazer a dispersão constante dos dependentes químicos, fazendo-os circular de forma humilhante e vexatória.

Cópias do inquérito civil e da ação civil pública ajuizada foram remetidas à Procuradoria-Geral de Justiça para eventual apuração de responsabilidade de outros agentes públicos.

Fonte- MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - PORTAL DE NOTÍCIAS
http://www.mp.sp.gov.br/portal/

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MRLL

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A VIOLÊNCIA ESCRITA - PUBLICAÇÃO TRATA GENTE POR LIXO E SUJEIRA


A publicação mensal "MARIAANTONIA", do Mackenzie, refere-se às medidas do Poder Público para a Cracolandia em São Paulo como se fosse uma FAXINA.

Faxina = feixe de gravetos ou madeira em pequenos pedaços que fazem entupir as valas e bueiros das praças. Limpeza em geral de grande porte.



A referencia a limpeza, faxina, leva ao sentido de sujeira, contaminação, lixo, algo ou objetos inúteis e danosos que devam ser removidos de um lugar. 

Todavia, os tais objetos da faxina não são objetos, são seres humanos, em condição precária de existência, acometidos por doença ou doenças e portanto, merecedores de determinada atenção do Poder Público.   

A menção de faxiná-los é fria e discriminatória, excluindo o direito aos cuidados sociais para estas pessoas.

Como se gravetos entupidores fossem estas pessoas retiradas com repressão policial de áreas do Centro de São Paulo, acusadas do consumo e venda de tóxicos.

Então objetos, sem alma, sem sentido, inertes coisas, que podem ser retiradas a qualquer momento e atiradas ao depósito de lixo.  Ou simplesmente removidas, varridas para outros lugares.

Algo lembra, em semelhança, o que aconteceu no Brasil Império, logo após a chamada "Abolição da Escravatura". Negros e descendentes varridos, alforreados, porém apenas largados nas ruas do País, sem destinação, sem assistencia, de um governo que mantinha sua Corte abastecida de festas e privilégios.      

A análise mais aprofundada da origem destas colocações na referida publicação levará a concêntrica origem das apropriações de Áreas Públicas e as relações de certos segmentos sociais com a expropriação dos direitos dos Cidadãos.

Quando faltam argumentos, surge a violência.

E a violência se manifesta de várias formas.

MRLL    


quarta-feira, 18 de abril de 2012

NO AMAZONAS TAMBÉM O DESVIO DE TERRAS PARA "CONDOMÍNIOS"

De norte a sul do Brasil pipocam as maléficas influencias alterando violentamente, roubando, o direito público às terras e áreas, até ancestrais à colonização, para benefício de minorias abastadas.
Coisa comum, a presença de políticos usando cargos públicos para favorecer estas minorias.
Leia o informe sobre o que anda pelo Estado do Amazonas e acesse o link - http://youtu.be/SK2TYnqOwyY:
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TJAM adia novamente o julgamento do ex-secretário George Tasso

(17 Abr 2012 . Emily Ribeiro)

O julgamento decidiria se George Tasso será investigado pela denúncia de ter falsificado uma certidão de posse do terreno onde foi construído o condomínio de luxo Alphaville, na Ponta Negra

Manaus - Em um julgamento tenso, o Tribunal de Justiça do Estado (TJAM) adiou, pela segunda vez, o julgamento do processo que vai decidir se o ex-secretário do Estado de Política Fundiária George Tasso vai ser investigado pela denúncia de ter falsificado uma certidão de posse do terreno onde foi construído o condomínio de luxo Alphaville, na Ponta Negra.

O “documento falso”, segundo o Ministério Público do Estado (MPE-AM), permitiu que terras públicas fossem “desviadas” para fins particulares.

O julgamento foi adiado a pedido do desembargador Sabino Marques, com um placar de 6X5 pelo não recebimento da denúncia. George Tasso é o atual secretário de Governo.

Domingo Chalub, autor do primeiro pedido de vistas no último dia 21 de março, Chalub afirmou que a Justiça tinha o “dever de proteger” o secretário.“Não consigo entender como que ainda se discute o recebimento de uma denúncia onde já deve decisão do STF e está mais que comprovado a falta de dolo. Porque o cidadão tem de ser processado para lá no final descobrirem que ele é inocente?É dever da Justiça protegê-lo”, afirmou.

O magistrado foi o primeiro a votar pelo não recebimento da denúncia.

Chalub explicou que o pedido deveria ser julgado prejudicado porque foi demonstrada na denúncia ausência de “elementos explícitos”, “justa causa” e de “dolo” que, segundo ele, são os requisitos do Código de Processo Penal (CPP) para a instauração de Ação Penal.

O magistrado também citou uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em uma ação sobre o mesmo assunto, que entendeu pela não ilegalidade na concessão do título de terra da área onde está localizado o condomínio Alphaville.Depois do pronunciamento de Chalub, Carla Reis, relatora do processo, voltou a defender o seu voto pelo recebimento da denúncia e renpondeu às alegações de Chalub.

Segundo ela, o dolo só poderia ser reconhecido na instrução do processo. “Esse grau de certeza que Vossa Excelência está levantado só pode ser conhecido com o juízo do mérito.

O que temos são indícios que devem ser investigados”, afirmou a magistrada.

Votaram a favor de George Tasso: Yedo Simões, Flávio Pascarelli, Rafael Romano, Encarnação Salgado, Ari Moutinho e Domingo Chalub.

Todos eles se envolveram em discussões na busca de defender seus votos.Flávio Pascarelli e o presidente do TJ, João Simões, chegaram a travar uma rápida discussão, em tom alterado, durante a fala do membro do MP.

Para Pascarelli, o procurador estava se alongando em suas considerações, o que evidenciaria uma nova sustenção oral.

O magistrado alertou a irregularidade.Segundo o regimento interno da Casa, as partes tem direito a uma única manifestação, exceto em casos de falas rápidas (questão de ordem).

João Simões, em contrapartida, respondeu que já tinha sido dada oportunidade para a defesa de George Tasso se manifestar e, portanto, o mesmo deveria ocorrer com o membro do MP. Pascarelli insistiu na negativa, mas João Simões interviu. “Eu sou o presidente aqui e decido quem que fala.

Eu decido que o Ministério Público vai falar”, disse. Pascarelli se desculpou. “Não quero tirar o lugar do presidente nesta Corte, mas que conste na ata a minha intervenção”, rebateu.

Outra discussão ocorreu entre Domingos Chalub e João Mauro Bessa. Este último defendia ferrenhamente a aceitação da denúncia, por considerar que indícios do crime deveriam ser investigados.

Em um dos momentos da sua fala ele disse que não cabia aos magistrados advogarem em favor do denunciado.

Chalub se irritou e, com o dedo indicador apontado para Bessa disse. “Ninguém está advogando. Só queremos evitar que uma injustiça seja feita.

No dia que Vossa Excelência sofrer uma injustiça vai saber disso”, afirmou.Bessa rebateu. “Tem que rejeitar denúncia quando se tem certeza absoluta e isso tem de se esclarecer no curso do processo”, rebateu.

Fonte- www.d24am.com
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MRLL

domingo, 8 de abril de 2012

Brasil - Tempo de Democracia e Falsos Condomínios

NOSSA DEMOCRACIA:
Excluir ainda!
Manter a existencia humilhante dos menos favorecidos
Evitar que tenham acesso a condições básicas de Vida
Impedir que tenham chances iguais
Restringir o acesso a Escola, Trabalho, Transporte, Justiça e Saúde
Bloquear o acesso a Bairros e Ruas Públicas
Este é o padrão da Democracia brasileira deste tempo
Tempo de Falsos Condomínios
Tempo de antigos privilégios e de atuais negligencias.
MRLL

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Políticos + Justiça + Polícia X Moradores em São José dos Campos -SP

Os recentes fatos envolvendo a "confusa" Justiça e a Policia contra moradores de uma localidade em São José dos Campos, SP, (Bairro Pinheirinho), mostram mais uma vez a cara suja dos políticos brasileiros.
Aceitaram estes políticos a ocupação desde 2004 e até promoveram condições de asfalto, luz, llinhas de ônibus, água. Tudo isto a custa de votos nos anos eleitorais seguintes.
Agora, voltam-se contra os seus "eleitores" e os expulsam.
E as ocupações de áreas públicas nos falsos condomínios?
Será a classe média menos merecedora de expulsões a bala, bombas, tratores e decisões judiciais?
PURA DISCRIMINAÇÂO!
A mesma discriminação que permite os falsos condomínios contra o que é de TODOS, sem distinções.
Mais um retrato do Brasil!
Só lembrando - São José dos Campos também tem enormes falsos condomínios, como por exemplo o chamado Jardim Apolo, uma área pública ocupada pela classe média.
MRLL

domingo, 16 de outubro de 2011

O APARTHEID NOS FALSOS CONDOMÍNIOS






A exploração de áreas públicas, nos moldes do que acontece no Brasil, causa a obstrução de direitos da população, constituídos na Legislação vigente.



Na superfície, o impacto social parece aceito em decorrencia, de um lado das necessidades da parte obstruída, os mais pobres, os prestadores não oficiais de serviços, os excluídos destas áreas públicas e de outro lado, pela imposição financeira e política predominante, manipulada pelos interesses da exploradora.



A necessidade de trabalho e sobrevivência de prestadores de serviços, desde as diaristas, os jardineiros diaristas, os cuidadores de piscinas, eletricistas eventuais, pedreiros das reformas da alvenaria, encanadores dos vazamentos e reformas, telhadistas nos infortúnios de primavera e verão, mecânicos socorristas, entregadores do consumo da classe média, perueiros das escolas dos filhos da classe média, enfermeiros e médicos das doenças e infortúnios, todos aceitam as imposições de regras quase nunca procedentes, feitas em áreas públicas antes livres e abertas a todos.



Porém, o que mais causa espécie e choca é a exclusão dos que não estejam prestando serviços.



O trabalho é a única condição que pode conceder acesso vigiado a estas áreas públicas, enquanto o passar por estes locais sem estar a serviço dos ocupantes é algo restrito.



Esta situação é a mesma do apartheid que vigorou na África do Sul e que impunha aos negros e pobres exclusão de acesso às áreas escolhidas pelos colonizadores.



Algo tão injusto e anti-ético acontece nos falsos condomínios brasileiros; a exclusão dos menos abastados e toda consequencia deste fato nas atuais e futuras gerações.



Origem colonialista? Resquícios de Brasil Colônia?



Muito provável que os falsos condomínios o sejam.



A solução para a extinção desta mazela atual é política e não bastam apenas decisões cancelando cobranças.



É preciso mudar a conduta social em relação às áreas públicas e aos direitos previstos na Lei.




MRLL




sexta-feira, 30 de setembro de 2011

CONSIDERAÇÕES SOBRE DECISÃO DO STJ CONTRA COBRANÇAS

A intensa repercussão da decisão do Supremo Tribunal Federal anulando uma súmula do TJ-RJ que permitia cobranças em falsos condomínios causa espécie e carece de cuidados de leitura.

E observe-se que esta repercussão se deu apenas entre os interessados, que são os que estão sendo cobrados pelas associações dos falsos condomínios.


Alguma coisa na imprensa em geral, sem grandes comoções.

Certo é que a proibição das cobranças de taxas nos falsos condomínios poderá, em tese, causar danos aos interesses das associações criadas para esta prática.

Porém, nossa experiência mostra que as coisas não são tão simples assim.

O ponto básico do problema não são as cobranças e sim a exploração, a ocupação de Áreas Públicas e a discriminação social injusta que advem. Este fato social e político é que deve ser alterado, extirpando de vez os falsos condomínios e coisas semelhantes.

Anular as cobranças satisfaz justiça parcial, pois muitos que pagam, e continuarão pagando, com ou sem decisão do STJ. Até pode ajudar nas decisões superiores dos processos de cobrança em andamento de recursos.

Ainda há muita poeira.


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Matéria do Jornal O Globo- RJ:



BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na terça-feira que é ilegal a cobrança obrigatória de taxa por parte de associações de moradores. A prática tem sido comum, especialmente no Rio, onde as entidades fecham espaços públicos, como se fossem condomínios, e exigem contribuição financeira dos moradores. Na ação, os advogados argumentaram que permitir esse tipo de cobrança era uma forma de dar respaldo a uma atividade comparável à das milícias.
A decisão foi tomada no julgamento de um recurso apresentado à súmula 79, editada pelo Tribunal de Justiça do Rio, permitindo a prática. "Em respeito ao princípio que veda o enriquecimento sem causa, as associações de moradores podem exigir dos não associados, em igualdade de condições com os associados, que concorram para o custeio dos serviços por elas efetivamente prestados e que sejam do interesse comum dos moradores da localidade", diz a súmula, tomada levando em conta a incapacidade do poder público de oferecer segurança suficiente aos moradores de um condomínio no Rio.
A primeira turma do STF discordou da tese. O relator, ministro Marco Aurélio Mello, argumentou que não se pode criar uma taxa sem lei que a preveja. Os outros quatro integrantes do colegiado concordaram.
- Colho da Constituição federal que ninguém está compelido a fazer ou a deixar de fazer alguma coisa se não em virtude de lei - disse Marco Aurélio. - Ninguém pode ser compelido a associar-se ou a permanecer associado.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/09/20/stf-taxa-cobrada-por-associacoes-de-moradores-ilegal-925407867.asp#ixzz1ZRAQB53j

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MRLL

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Nós do MRLL fomos convidados para a Reunião da Avilesp, Sábado próximo, em um restaurante de Cotia.
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C O N V I T E / A V I L E S P



Reunião : Sábado 27 de agosto

Horário : 15 horas
Assunto: - 1) Discussão da atual situação dos processados vítimas de loteamentos 2) Envio de documentos às autoridades do País 3) Outros Assuntos



Local : Restaurante Casarão



Altura do Km 32,8 da Rod Raposo Tavares. Passando
o Extra supermercados, retornar defronte ao ATACADÃO,
o restaurante CASARAO fica 150 metros depois do mer-
cado municipal

Luigi Gagliardo
Presidente
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Por motivo de outros compromissos, estamos impedidos de comparecer.

Emviamos a nossa Manifestação (vide abaixo).


MANIFESTAÇÃO DO MRLL

A todos os presentes,

O Movimento RenoirLutero Livre tem origem num dos Bairros
da Região da Granja Viana, tendo apresentado resultados em
vitórias que servem de exemplo de luta para os demais Bairros do
Brasil.

Sempre entendemos que:

1- O problema dos falsos condomínios tem origem política
nacional, com ramificações regionais.
Esta política, com vícios, atende interesses econômicos e
sociais de alguns grupos.
Este ponto, ou fator político, é a base a ser eliminada ou
modificada.

2- O problema maior é a ocupação de áreas públicas e o
privilégio discriminatório assim concedido por políticos para as
minorias de Classe Média.
Portanto, não é meramente um problema de cobranças de
taxas extras de moradores.

3- A luta contra os falsos condomínios deve incluir sempre:

- mobilização e manifestação dos moradores de cada Bairro, e em
cada Bairro, contra a ocupação de áreas públicas,
- luta e conscientização contra as discriminações e privilégios,
- luta contra ilegalidades cometidas em cada Bairros,
- apoio aos discriminados e excluídos em cada Bairro, os
prejudicados que na verdade é a maioria da população brasileira.

O MRLL, Movimento RenoirLutero Livre, apoia as iniciativas
dos demais movimentos contra os falsos condomínios, desde que
não passem de aproveitamento de nichos de mercado para mera
oferta de serviços contra as cobranças de taxas extras.

Boa sorte a todos!

MRLL 27/08/2011

domingo, 26 de junho de 2011

QUATRO ANOS SEM PORTÕES NA ESTRADA DO LUTERO

NESTE MES DE JUNHO DE 2011, NÓS DO MRLL COMEMORAMOS O QUARTO ANIVERSÁRIO DO NOSSO LEVANTE CONTRA A ASSOCIAÇÃO DO FALSO CONDOMÍNIO DO BAIRRO.
EM 11 DE JUNHO DE 2007, PROMOVEMOS MANIFESTAÇÃO NO BAIRRO E IMPEDIMOS A COLOCAÇÃO DE PORTÕES NA ESTRADA DO LUTERO.
ENQUANTO ISTO, OUTROS CONTINUAM SÓ ESPERANDO ALGO CAIR DOS CEÚS DE BRASÍLIA PARA QUE NÃO PAGUEM AS TAXAS EXTRAS....
MRLL

segunda-feira, 16 de maio de 2011

MRLL TAMBÉM É GENTE DIFERENCIADA!




NENHUM BAIRRO NUNCA VAI PERTENCER A UM GRUPO APENAS.



BAIRRO É MUITO MAIS!



BAIRRO É PARTE DE UM TODO.





TODO BAIRRO É DE TODOS!

Sempre entendemos que a melhor maneira de combater os falsos condomínios é através da mobilização das pessoas.

O erro maior, ou a omissão conveniente, das outras associações e grupos que disseram, e ainda dizem, combater os falsos condomínios é a não aproximação com a população externa a estes falsos condomínios.

Nestes grupos há oportunistas, políticos, ou pretensos políticos, em busca de carreira, advogados e escritórios de advocacia procurando clientela em mais um nicho de mercado, moradores carentes em busca de solução para seus problemas pessoais, que em geral são cobranças feitas por associações dos falsos condomínios.

Muitos destes que dizem combater os falsos condomínios moram nestes Bairros e há muito tempo alardeiam serem contrários aos que exploram os Bairros, porém nunca fizeram uma manifestação. A maioria se inclui nos preocupados com os problemas pessoais e possível perda de bens para associações exploradoras.

Nunca, na verdade, estas pessoas se preocuparam com o grande interesse coletivo, nem lutam contra a ocupação de áreas públicas.

Se perdem, muitas vezes convenientemente, em alegadas pressões políticas, participando de reuniões e eventos inócuos para a causa que dizem trazer.

Ora alardeando decisões judiciais, jurisprudencias e súmulas, nada conseguem mostrar de mudanças no cenário das áreas ocupadas.

Muitos querem mesmo é manter a ocupação, deixando de fora de áreas públicas o que chamam de "gente diferenciada", tudo sem terem que desembolsar as taxas extras cobradas pelos falsos condomínios.


Quando conseguimos a linha de ônibus para a Estrada do Capuava e depois, logo em seguida, para a Estrada do Lutero, não tivemos uma festa, guardadas as devidas proporções.


Mas, a realização do "Churrascão da Gente Diferenciada" nos deu a sensação de satisfação.

Nós sabemos que estamos certos, como também sabemos que estavam e estão satisfeitas as pessoas que participaram da grande festa popular de Sábado, em São Paulo, pois também estão certas.


Lutamos contra as mesmas coisas: discriminação, privilégios e tentativas de exploração de Áreas Públicas por minorias com acobertamento por parte de péssimos políticos.

A festa, foi livre, espontânea, com motivo e objetivos claros, pacífica, limpa e honesta. A festa deste ultimo Sábado lavou a alma de muita gente.

Lá estávamos, nós do MRLL, representados pelo nosso grande amigo Navid.




Até a próxima!




MRLL

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A METRÔFOBIA, A ÔNIBUSFOBIA, A PLEBEFOBIA, AS SEMELHANÇAS ENTRE HIGIENÓPOLIS E GRANJA VIANA


FOBIA - (phobia). Sufixo de origem grega que tem sentido de temor exagerado, medo intenso, irracional, aversão, hostilidade, perante situações, objetos, animais, lugares que não apresentam qualquer perigo para a pessoa.

“Eu não uso metrô e não usaria. Isso vai acabar com a tradição do bairro. Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente diferenciada...” (morador do Higienópolis- Jornal Folha de São Paulo).

“sua piscina está cheia de ratos...suas idéias não correspondem aos fatos...” (Cazuza)

Em curso está uma estranha questão da mudança anunciada do projeto da linha 6 – Laranja – que teria uma Estação denominada Angélica instalada perto da Praça Buenos Aires e uma investigação do Ministério Público quanto às justificativas para tal mudança de projeto.

Tal mudança no projeto com a Estação, agora a ser instalada nas proximidades do Estádio do Pacaembu, teria sido justificada, pelos políticos e pelos responsáveis pela obra, como “correção de erro de traçado”, mas corre que houve pressão por parte de moradores da região do Bairro Higienópolis.

O estranho é que em outros bairros da Capital, a instalação de Estações do Metrô é motivo de júbilo, comemorações, certas especulações imobiliárias, satisfação e alegria dos moradores. Mas no Higienópolis é ao contrário!















loja do Pão de Açúcar "ameaçada" pela Estação Angélica do Metrô





A imprensa publicou apenas algumas alegações dos moradores, como a alegação de que as obras do metrô podem trazer transtornos ao sistema viário e à população idosa predominante no bairroou ainda que ,”além disso, o fluxo maior de pessoas poderia ocasionar furtos e vandalismo na região”, sendo que, “no entanto, os usuários de transporte público que frequentam o bairro disseram que a nova parada seria positiva”. (Band – Rede Bandeirantes de Comunicação).

Outros moradores alegaram ainda queo bairro (Higienópolis) se tornaria um “camelódromo” . (UOL).

Mais alguns publicaram alegações de que haveria aumento do potencial de criminalidade com maior afluxo de pessoascaso seja instalada a Estação Angélica do Metrô. (Band News - Rede Bandeirantes de Comunicação).

Muito estranho também é que, na contramão dos fatos e das idéias perante o transito infernal de carros em São Paulo, muito contrariamente os moradores do Higienópolis não querem o transporte público do Metrô de São Paulo.

Assim dão a entender que não precisam deste meio de transporte. Ou quem sabe querem continuar a utilizar seus automóveis? Ou talvez os idosos e todos de lá vão passar a utilizar bicicletas, seguindo na moderna e chique correnteza atual?

O Bairro e a região do Higienópolis em São Paulo tem pelo menos uma semelhança importante a ser considerada em relação à Região da Granja Viana, esta incluída em mais de um Município da Grande São Paulo, (Cotia e Carapicuíba): o fato de que população e fluxo de população moradora lá e cá é de Classe Média alta, predominantemente.

Apesar de “aberto”, ou seja, sem fechamento predominante de Ruas Públicas para ocupação pelos falsos condomínios, como acontece na Região da Granja Viana, o Bairro do Higienópolis é caracterizado por ser um dos bairros “nobres” da Capital destinado preferencialmente, conforme as imobiliárias, às pessoas de alto poder aquisitivo, em condomínios edilícios e em ainda algumas casas de alto padrão.





E não por mera coincidencia, há na Região da Granja Viana um falso condomínio denominado "Nova Higienópolis", mais um sonho dourado de consumo da classe média abastada. Uma espécie de mistura brasileira de Higienópolis com New Jersey.

A própria origem antiga do nome do Bairro remonta à diferenciação.

Em épocas de problemas com epidemias, a “higiene”, tomada como um sinônimo direto de Saúde era objetivo.

A solução foi o distancimento de outros bairros mais centrais e/ou periféricos e de outro tipo de população, mas somente para alguns.

No final de Século XIX e início do Século XX, a higiene era benefício ou privilégio de quem pudesse pagar por ela.

Corre na rede social Facebook uma certa lista para a manifestação em frente a um elegante Shopping local, denominada “Churrascão da gente diferenciada” que visa provocar os “nobres” do Higienópolis. "Gente diferenciada" foi o termo usado, jocosamente, por um morador em referencia às pessoas simples, a pessoas que usam o Metrô e transporte público, conforme publicado no Jornal Folha de São Paulo.

Há até uma determinada indignação do tal grupo de moradores do Higienópolis pela ameaça de desapropriação, dentre outros imóveis, de uma loja Rede Pão de Açúcar, tida como verdadeiramente “elegante” e idem realmente diferenciada. (Facebook)

Possíveis estereótipos de parte da população, que certamente não frequenta a Rede Pão de Açúcar, nem na Granja Viana, nem no Higienópolis, são motivos de piadas contra a “Corte”, dizendo os manifestantes:

“...vou levar uns pagodes antigos e a banda do bairro pra tocar lá!”,

“Acabei de falar com o empresário da banda “Calypso”.

Joelma e Chimbinha confirmados! Eles vão arrepiar!!!”,

“Vou levar ‘batatonese’”,

“...não pode faltar funk MUITO alto!!”,

“Lembrem-se de levar Tubaína, Dolly Cola e refrigerante Xereta!”,

“Reserva a laje que eu quero tomar sol!”,

“Eu levo as Kaiser morna” e “Vamos fritar sardinha na rua e vender espetinho de salsicha!”

"... chegar com meu chevettão 81 preto com as "corneta" pra fora, tocando Mc Catra no ultimo volume!!!”,

“Adorei meu novo título... gente diferenciada!!! Já posso dar tchau tipo miss???”,

“...finalmente um evento decente pros nossos mano fazer um eskenta pra final do Paulistao!”

“Fica, vai ter gente diferenciada”. (fonte- UOL- Facebook).

Por volta de 2008, quando nós do MRLL iniciamos nossa luta pela implantação de linha de ônibus na Estrada do Capuava e depois na Estrada do Lutero, soubemos que muitas pessoas, moradores e moradoras dos falsos condomínios da Região, até ameaçaram de demissão as trabalhadoras e trabalhadores que ousassem propalar e/ou aderissem ao abaixo assinado por nós promovido.

Assim, mais uma vez estão postas as tristes semelhanças: discriminação, fobias, privilégios de minorias contra a maioria da população!

Tanto nos falsos condomínios quanto no Higienópolis gente dita verdadeiramente diferenciada não quer próxima de si a outra gente que dizem “diferenciada”, talvez pela idéia que tem de serem “sujos”, ladrões, bandidos, camelôs, e outras coisas mais.

Porém, porque esta outra gente, que na fobia de outros, seria “pouco higiênica”, usa metrô e ônibus, trabalha, serve aos "felizes" e reais diferenciados da Granja Viana ou do Higienópolis, e por isto devem caminhar mais a pé para os serviços nas casas,falsos condomíniose apartamentos elegantes. Afinal, caminhar reduz o peso e melhora a Saúde!

Ou talvez seja o destino, porque simplesmente não tenha tido a sorte grande de nascerem em grupos familiares “felizes” que podem frequentar, em situação especial, privada e privatizante, as Áreas Públicas que conseguiram ocupar com o aval de políticos que se identificam com a mesma “felicidade”.

O aval podre que permitiu e permite cancelas e guaritas nas Ruas, Praças e Estradas da Granja Viana e outros lugares do Brasil é somente para atender ao pedido dos “felizes” e menos iguais ou mais diferentes que a maioria.







É o mesmo aval podre assinado pela mesma mão que agora muda projetos do Transporte Público de massa e privatizou e privatiza o que é de todos.

É estranho ou não é?

MRLL

sexta-feira, 1 de abril de 2011

AS AGRESSOES DOS FALSOS CONDOMÍNIOS E A NOSSA LUTA

Sempre o MRLL entendeu que a questão dos falsos condomínios está ligada a política neo-liberal, a ocupação de áreas públicas que é, dentre manifestações outras, mais uma dos resquícios azedos da pior face das coisas do Brasil colonial e ainda de origem em algumas caracteristicas da população brasileira.

foto - Ataque a uma das residencias


de pessoas ligadas ao MRLL em 2007


Afinal, achamos mais alguém que pensa e entende, pelo menos parte da origem, e que objetivos deve ter a luta contra os falsos condomínios.


Repetindo: o importante são as áreas públicas ocupadas. É um dever de Cidadania repor estas áreas ao uso de todos.


O combate aos falsos condomínios não deve ser concentrado contra as cobranças. Não há meios termos!


Esta pessoa, autor do texto que reproduzimos abaixo, é um brasileiro da Região da Grande Belo Horizonte, Minas Gerais.


Ele foi também atacado agressivamente pelos favoráveis aos falsos condomínios.


Observem que as semelhanas não são meras coincidências.


Leia abaixo:


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(Obs.- Nova Lima - Município da Grande Belo Horizonte -MG)


As Agressões dos Falsos Condomínios em Nova Lima


Fernando Massote


Temos, na luta contra os falsos condomínios ou a privatização do espaço público, aqui em Nova Lima (MG), “amigos” que, como os liberais mais clássicos, (que não admitem, por visão ideológica, que haja, na sociedade, contradição antagônica, sendo as contradições sociais, para eles, sempre conciliáveis e resolvendo-se assim, sempre, com o bom mocismo) vivem com suas posições oscilando, permanentemente, entre o ambíguo e o contraditório:


Eles combatem a idéia de condomínio (ou o simples “condobairro” ou “bairro fechado”) mais porque isto implica no pagamento de mensalidades – R$350,00 - que, justamente, não querem nem devem pagar porque esta “taxa” é absurda, ilegal.


Mas não basta, no entanto, combater a taxa, é preciso combater a tentativa, desvairada, de privatizar o bairro e ocupar o espaço público.


Quem pode ganhar com isto são os grandes, nas posses, na propriedade, no dinheiro. Os médios perdem mas os pequenos perdem sempre e mais que todos. Os “amigos’ querem, ainda, abrir as portas do bairro – fechadas em muitas bandas ou saídas pelos privatistas - mas não querem acabar com a cancela na entrada central. São, por isto, fracos na crítica à omissão do Prefeito, em relação à imperativa aplicação da lei e a realização da abertura completa das vias públicas do bairro.


Chamei um(a) desses amigos, certa vez, para testemunhar o barulho infernal – karaokê a qualquer hora do dia e da noite e outras manifestações igualmente barulhentas - do dono do posto de gasolina e da Pizzaria (sem o mínimo preparo para conviver com seus vizinhos) que funcionam juntos, aqui pertinho. (o autor se refere a um comércio do local)

A pessoa veio, presenciou e escutou o barulho mas como ela e seu marido são amigos do dono posto, na hora de botar o preto no branco, se negaram a testemunhar e assim acabar com o barulho infernal da Pizzaria.


Estas pessoas são confusas, ambíguas, contraditórias. Os exemplos desse comportamento sempre fraco, rasteiro, dúbio, insultuoso, pelas costas, são numerosos.



Ele impede a unidade dos moradores e mantêem, com sua ambigüidade, o clima de intolerância, agressões e conflitos permanentes que os privatistas impõem aqui.


O nosso já é, graças a deus, um movimento nacional das e pelas vítimas dos falsos condomínios e contra a ocupação privada do espaço público.


O bom mocismo dos liberais, ambíguos e contraditórios, é uma linha auxiliar, ideológica e política, da ocupação privada do espaço público.


Nós denunciamos aqui este comportamento por sabermos que ele não está presente só aqui mas em todos os bairros do país onde estamos combatendo a privatização.


Os coronéis locais querem, na lei ou na marra, estabelecer o condomínio ou o “condobairro” ( sem nenhuma preocupação com os interesses da comunidade mas de olho na salvaguarda do valor de suas propriedades) privatizando tudo e dispensando os serviços da prefeitura e da PMMG. Por isto impõem um segundo imposto, que são os R$350,00 ilegais, de “taxa”.


Boa parte dos nossos “amigos”, parecem ser mais contra esta “taxa” ilegal que contra o condomínio!


Eles, os nossos “amigos”, não querem, também, a luta política para acabar com as imposições e desordens porque querem manter as relações de paz e amor com os coronéis locais.


A imposição, obviamente ilegal da taxa “condominial”, assim como a sua cobrança judicial agridem o direito de propriedade.


Como se vê, nem o “sacrosanto” direito de propriedade os burgueses condominiomaníacos respeitam!


Ainda bem que por causa da luta contra a privatização que cresce em Nova Lima e no Brasil, a justiça (também em Nova Lima) está passando para o nosso lado.


Se não fosse assim os proprietários que vivem aqui perderiam suas propriedades. Com o apoio dos companheiros e amigos acabei ficando à frente do movimento antiprivatista.


Os mafiosos e nossos “amigos” não gostaram.


Sabendo como sabem, sempre, quem são seus maiores inimigos, organizaram, então, uma milícia local para me agredir.


Tudo começou no dia em que organizamos uma manifestação na entrada do Bairro Ouro Velho contra as cobranças judiciais impostas pelo falso condomínio. Com faixas e reunindo alguns dos nossos associados, distribuímos aos passantes um boletim explicando a nossa posição.


Ao ver passar o ônibus que transita no bairro, que é uma concessão pública, transportando os trabalhadores locais - um dos empecilhos para a implantação do Condomínio - pedi ao motorista para subir e falar, por alguns instantes, aos passageiros. O motorista aceitou gentilmente o pedido e me concedeu o espaço para a fala que, afinal, foi aplaudida.


A minha presença e atuação no contexto daquela manifestação não passaram despercebidas.


A funcionária que estava na Portaria do “Condomínio”, com as antenas sempre viradas para os interesses e humores dos seus patrões, da Associação privatizante e uma figura masculina que lhe fazia companhia, não me perderam de vista. Eles passaram, daquele dia em diante, a hostilizar-me permanentemente, com insultos, palavrões e cancela fechada para a passagem do meu carro.


Só descobri mais tarde que o homem que acompanhava a “porteira” era o mesmo que, desde então, quando da minha entrada no bairro, passou a gritar palavrões para me ofender à distância, inicialmente escondido, da janelinha do banheiro da sua loja e depois abertamente, da porta da sua casa de tintas, na área externa do bairro.


Decerto, consideraram muita “ousadia” de meus companheiros e minha, tornarmos pública aquela situação ilegal e imoral que, no entendimento deles, deveria ficar restrita ao bairro.


Este foi o ponto de partida para a formação da milícia e das agressões contra mim e meus companheiros da Associação dos Moradores.


Leiam, portanto, para o conhecimento dessas agressões, o artigo do colega José de Souza Castro, “SOS PARA O PROFESSOR MASSOTE”, publicado neste BLOG. (fonte)


fonte: http://massote.pro.br/2011/03/as-agressoes-dos-falsos-condominios-em-nova-lima-fernando-massote/ _________________________________


MRLL