Eles se julgam melhores que outros,
Eles se acham no direito de ocuparem áreas públicas e ainda as chamam de "seus condomínios".
Eles acham que todos os que são diferentes deles são bandidos, principalmente os mais pobres.
Mas, eles deixam seus filhos agirem nestas ruas públicas como delinquentes juvenis, os "pivetes chiques".
Mas, eles não gostam que punam seus filhinhos, pois os filhinhos destes ilegais são "importantes demais" para serem tratados como são tratados de bandidos e pivetes, os pobres!
Abaixo, transcrição da matéria do jornal Cotiatododia, em 23/08/2009.
(Notem o uso incorreto do termo condomínio até mesmo desde o nome do evento citado)
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Fórum dos Condomínios
Menores são responsáveis por 10 infrações por mês nos condomínios
23/08/2009
Da Redação
A cada mês, acontecem 10 crimes cometidos por menores em condomínios e loteamentos fechados de Cotia. A informação foi dada pelo delegado titular de Cotia, José Aparecido Sanches Severo, durante participação no 1º. Fórum de Condomínios e Loteamentos Fechados da Região Oeste, que aconteceu neste sábado (22), no auditório da Faculdade Mario Schenberg, na Granja Viana.
Segundo estatísticas apresentada pelo delegado, só no ano passado, a Delegacia atendeu 124 casos envolvendo menores nos condomínios de Cotia. Destes 47 foram por direção proibida (menores de 18 anos no volante) e 77 por lesões corporais.
Nos primeiros 6 meses deste ano, ocorreram 27 ocorrências envolvendo direção proibida e outras 27 por lesões corporais.
A diferença, segundo o delegado, é que por se tratarem de menores a palavra "crime" não pode ser utilizada, mas sim atos infracionais. Mas o delgado alertou que mesmo dentro dos condomínios é proibido entregar os veículos a menores de idade e os responsáveis estão sujeitos a penas que variam de 3 meses a um ano de detenção.
Severo lembrou aos administradores que as vias dos condomínios também são vias públicas e estão sujeitas às mesmas regras de trânsito comum às demais vias.
LINK:
http://www.cotiatododia.com.br/cta/noticia/noticias.php?id_noticia=1314
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
PRIMEIRO DE MAIO E "BOLSÕES" DA DISCRIMINAÇÃO
AS CONQUISTAS DOS TRABALHADORES BRASILEIROS ADVINDAS COM A CONSTITUIÇÃO DE 1988 AINDA ESTÃO MESMO LONGE DE SEREM CONQUISTADAS.

Trabalhadores informais e formais que vivem das migalhas dos serviços da classe média nos condomínios irregulares da Grande São Paulo, e em outros espalhados pelo Brasil, sofrem com a discriminação, a perda de direitos, a falta de assistência e amparo organizacional de suas categorias.

Cadastros de empregadas domésticas, estacionamentos para prestadores de serviços externos ao "residencial" nas áreas públicas, tão falso como um rolex de barraca do "camelô da esquina, portões e cancelas com passagens mais laterais e diferentes para trabalhadores e moradores...são o quadro da discriminação feita no dantesco inferno criado por políticos municipais nos lugares que antes eram livres para todo o povo.
Diante da ausência dos políticos, os ocupantes do poder público de várias épocas e ocasiões, temos que agir de maneira solidária e cidadã.
Quando o MRLL tramitava a conquista de uma linha ônibus para amparar o direito ao transporte destes trabalhadores na Estrada do Capuava, região da Granja Viana, em Cotia, passando um abaixo assinado entre os moradores e cidadãos em geral, encontrou resistência por parte dos proprietários, moradores de classe média destes falsos condomínios em assinarem o pedido.
Isto mostra o grau de falta de solidariedade e o sentimento de ódio, de péssima origem, que estas pessoas de classe média, grupo de moradores mantém nestes “bolsões” de discriminação.
Muito prováveis resquícios de ditadura elitista, períodos escravocratas, estes sentimentos e atitudes denotam que a Sociedade está muito longe da evolução desejada e que a origem da ocupação irregular de áreas públicas é apenas um dos sintomas de um grande mal que acomete os dias de hoje.
Quantos "renoires", quantas "granjas vianas", quantos "residenciais" há no Brasil?
Dr. Ricardo A Salgueiro
Médico
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
No Site Granja Viana (Site da Granja) Matéria Sobre Bolsões
Com o título Lei dos Bolsões e o direito de ir e vir, o Site da Granja (http://www.granjaviana.com.br/) publica neste mes de Novembro uma matéria sobre bolsões.
Leiam o nosso depoimento mostrando a posição do MRLL quanto a origem e andamentos da absurda ocupação de áreas públicas.
Observe a foto do Bairro (bolsão) Renoir I que é o tal bolsão onde pouca reação existe, da mesma forma que os demais, e por isto se diferencia do Bairro Paisagem Renoir II e III no qual originou-se o MRLL e por isto é o único que tem reação local organizada.
Observe que no depoimento de uma pessoa favorável a Bolsões não há argumentação legal nem ética.
____________________________________________
texto do Site da Granja:
Lei dos bolsões e o direito de ir e vir
Palos Verde (ver foto abaixo)
Nas rodinhas de bate-papo na Granja, nos últimos dias, o assunto da vez diz respeito aos bolsões residenciais. Tem acontecido até casos de agressão, o que está levantando novamente a polêmica: Até onde vai o direito de ir e vir? O que as pessoas que convivem com isso pensam a respeito?A LEI DE BOLSÕES foi criada em 1994 e permite a instalação dos chamados "bolsões residenciais" (que só podem ser implementados em "área com características homogêneas, em que suas vias de circulação se destinam basicamente ao trânsito local - Lei nº 694, de 08 /11/1994).
A instalação dos bolsões é geralmente pedida por uma Associação de Moradores do Bairro. Porém, de uns tempos para cá, muitas coisas erradas começaram a acontecer, desde o não cumprimento do que foi estabelecido na própria Lei (a Lei não permite o simples e total fechamento de ruas), até o uso indiscriminado da cobrança contra proprietários, que mesmo não sendo sócios da Associação que se institui no local, passaram a receber a conta, inclusive com cobrança retroativa...
Esses locais não são condomínios. São loteamentos com ruas e praças - chamadas áreas públicas - onde todos que moram ali já pagam IPTU.
A disseminação indiscriminada de bolsões, onde coloca-se uma cancela e um porteiro, faz com que os moradores comecem a receber boletos de pagamento, o que tem gerado muitas discussões acaloradas.
Hoje, para que se crie um bolsão, pelo menos 50% das pessoas residentes devem assinar o pedido. Mas será que isso realmente representa a vontade da maioria?
Recentemente duvidas foram levantadas a respeito dos progressos alcançados no combate a ocupação de espaços públicos.Decisões do Superior Tribunal de Justiça de 07/05/2007,09/10/2007,08/02/2008 e 25/03/2008 com relatorias de alguns Ministros, são claras o suficiente para garantir seu ganho de causa; além da ação de inconstitucionalidade 1706(ADI) de 09/04/2008, acordão publicado em12/09/2008, que julgou o Supremo Tribunal Federal que associações e administradoras não podem substituir o poder público nessas áreas públicas.
Por conta disso, conversamos com diversas pessoas envolvidas no assunto, e obtivemos algumas informações relevantes.Vejam alguns depoimentos de pessoas de vários bolsões, que convivem diariamente com isso:
Fau Barbosa
Fotos: Ligia Vargas:



1
fotos: 1- Bolsão - Vila Viana
2-Bolsão - Palos Verdes
3-Bolsão - Renoir I
4- Bolsão - Fazendinha
Depoimento de Ricardo A Salgueiro (Médico) e Luciana Giordano - Paisagem Renoir
Leiam o nosso depoimento mostrando a posição do MRLL quanto a origem e andamentos da absurda ocupação de áreas públicas.
Observe a foto do Bairro (bolsão) Renoir I que é o tal bolsão onde pouca reação existe, da mesma forma que os demais, e por isto se diferencia do Bairro Paisagem Renoir II e III no qual originou-se o MRLL e por isto é o único que tem reação local organizada.
Observe que no depoimento de uma pessoa favorável a Bolsões não há argumentação legal nem ética.
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texto do Site da Granja:
Lei dos bolsões e o direito de ir e vir
Palos Verde (ver foto abaixo)
Nas rodinhas de bate-papo na Granja, nos últimos dias, o assunto da vez diz respeito aos bolsões residenciais. Tem acontecido até casos de agressão, o que está levantando novamente a polêmica: Até onde vai o direito de ir e vir? O que as pessoas que convivem com isso pensam a respeito?A LEI DE BOLSÕES foi criada em 1994 e permite a instalação dos chamados "bolsões residenciais" (que só podem ser implementados em "área com características homogêneas, em que suas vias de circulação se destinam basicamente ao trânsito local - Lei nº 694, de 08 /11/1994).
A instalação dos bolsões é geralmente pedida por uma Associação de Moradores do Bairro. Porém, de uns tempos para cá, muitas coisas erradas começaram a acontecer, desde o não cumprimento do que foi estabelecido na própria Lei (a Lei não permite o simples e total fechamento de ruas), até o uso indiscriminado da cobrança contra proprietários, que mesmo não sendo sócios da Associação que se institui no local, passaram a receber a conta, inclusive com cobrança retroativa...
Esses locais não são condomínios. São loteamentos com ruas e praças - chamadas áreas públicas - onde todos que moram ali já pagam IPTU.
A disseminação indiscriminada de bolsões, onde coloca-se uma cancela e um porteiro, faz com que os moradores comecem a receber boletos de pagamento, o que tem gerado muitas discussões acaloradas.
Hoje, para que se crie um bolsão, pelo menos 50% das pessoas residentes devem assinar o pedido. Mas será que isso realmente representa a vontade da maioria?
Recentemente duvidas foram levantadas a respeito dos progressos alcançados no combate a ocupação de espaços públicos.Decisões do Superior Tribunal de Justiça de 07/05/2007,09/10/2007,08/02/2008 e 25/03/2008 com relatorias de alguns Ministros, são claras o suficiente para garantir seu ganho de causa; além da ação de inconstitucionalidade 1706(ADI) de 09/04/2008, acordão publicado em12/09/2008, que julgou o Supremo Tribunal Federal que associações e administradoras não podem substituir o poder público nessas áreas públicas.
Por conta disso, conversamos com diversas pessoas envolvidas no assunto, e obtivemos algumas informações relevantes.Vejam alguns depoimentos de pessoas de vários bolsões, que convivem diariamente com isso:
Fau Barbosa
Fotos: Ligia Vargas:



1
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fotos: 1- Bolsão - Vila Viana
2-Bolsão - Palos Verdes3-Bolsão - Renoir I
4- Bolsão - Fazendinha
Depoimento de Ricardo A Salgueiro (Médico) e Luciana Giordano - Paisagem Renoir
Quanto aos bolsões vejo uma aberração, uma doença, em vários sentidos. No sentido social e político, os bolsões surgem da intolerância e da competição por "status" que vem da Classe Média em deletéria harmonia com a pouca presença ou ausência do Estado nas coisas públicas, entregues aos vários interesses do conhecido perfil dos políticos regionais e do Brasil. A Classe Média aceita a exploração de Áreas Públicas, não reclamando direitos gerais a segurança e manutenção de diversos serviços públicos em troca da concessão destas áreas para as antes chamadas associações de Bairro. Estas por sua vez se rendem as empresas administradoras mantendo um ciclo doentio que envolve governos e até Câmaras Municipais. Ou seja, um nicho de mercado, um negócio existindo sobre estas áreas e direitos públicos. Correm por volta as imobiliárias que alegam aos incautos, qualidade de vida (falsa) e valorização (incerta) de seus imóveis perante a aparência de "condomínio" dada pelos bolsões a estas áreas públicas. Prova da anuência da Classe Média é que as pessoas aceitam a construção de guaritas, cancelas e até portões, aceitam imposições "tipo condomínio", mas somente se manifestam e passam a se dizerem "vítimas" quando são cobradas financeiramente por serviços muitas vezes irregulares e pessimamente feitos pelas associações de Bairro. Basta observar que o único Bairro da região de Cotia que tem exemplo de reação local é o Renoir II e III com o nosso Movimento RenoirLutero Livre, (MRLL). No sentido urbanístico, apesar do previsto na Constituição de 1988 e no Estatuto das Cidades, os bolsões afetam os Municípios adulterando o que já estava e/ou deveria ser delineado para todos, assim criando mais e mais problemas, pois com o crescimento das regiões, a pressão por escoamento de tráfego encontra obstáculos nas vias públicas fechadas por muros, portões e etc... Ainda os bolsões alteram trajetos em favor de minorias em detrimento de toda a população, prejudicando inclusive o acesso e o desempenho de serviços públicos essenciais, dentre estes a Segurança Pública. Em conseqüência, a parte maior e de menores recursos da população é a que mais sofre, porque com muita freqüência é discriminada e humilhada por ordem destas minorias de Classe Média através de seus porteiros, ainda tendo modificados, aumentados e piorados seus trajetos, porque em geral as áreas ocupadas pelos bolsões são as melhores áreas e vias de cada região. As associações em conluio com os políticos nos governos, até mesmo em suas campanhas eleitorais, alegam que os bolsões aumentam a oferta de empregos para a população dos Bairros vizinhos e que o que não é gasto de verbas públicas nas outrora áreas públicas livres seria aplicado em Bairros mais carentes. Porém é fácil a prova de que com ou sem guaritas, cancelas e bolsões o número de empregos será o mesmo ou maior nas Prefeituras e nunca nenhum governo provou por contabilidade este uso das verbas. Outra falácia é que os bolsões ofereceriam segurança o que é facilmente contestável já que em vários bolsões, assaltos, furtos e até seqüestros não são evitados pela pretensa segurança particular porque há falhas grotescas nos métodos e na estruturação em cada local. Com a evolução tecnológica, guaritas e cancelas já são dispensáveis.A discriminação aumenta e fomenta o ódio das populações dos Bairros vizinhos, mormente nos mais jovens. Por vezes é uma causa de aumento da criminalidade, conforme estudos publicados.Até no sentido ecológico os bolsões são deletérios com a destruição de remanescentes de Mata Atlântica em recuperação, principalmente em relação a áreas verdes públicas transformadas irregularmente em parquinhos, churrasqueiras, sedes, quadras e campos de futebol, "tipo áreas comuns de condomínio". A solução a nosso ver no MRLL é a completa execução da Lei quanto a áreas e vias públicas, requerendo do Estado que os governos forneçam os serviços essenciais e que não competem a associações de Bairro, devolvendo a todos, indiscriminadamente o que sempre será da população: ás áreas e vias públicas de cada Município brasileiro.
Ricardo A Salgueiro (Médico) e Luciana Giordano (MRLL)
__________________________________________
Depoimento Dr. Sergio Cleto do Villa Vianna
A regularização do bolsão do Villa Vianna foi obtida há 8 anos atrás.
A Associação de Proprietários foi criada em 18 de agosto de 1982 e continua ativa até apresente data, sem nenhuma interrupção. É muito importante a sua continuidade, pois com o trabalho da Associação nosso "Condomínio" vem se mantendo em excelente ordem quer no aspecto paisagístico, no aspecto organizacional, segurança e no relacionamento entre os vizinhos, que o torna um dos mais belos da Granja Vianna, valorizando os imóveis e com isso resultando em um "excelente investimento" para os proprietários.
Para o custeio de toda esta estrutura, os moradores e os poucos terrenistas que ainda não se dispuseram a iniciar suas obras, contribuem com valores muito baixos se comparados a qualquer condomínio de imóveis residenciais de pequeno tamanho na cidade de São Paulo e mesmo nas cercanias na Granja Vianna.
Trata-se de um "case" de sucesso e todos os Condomínios vizinhos deveriam tomar como referencial, sem falsa modéstia.
Dr. Sérgio Cleto
13/11/2008
__________________________________________
p/ MRLL
renoirluterolivre@ig.com.br
Ricardo A Salgueiro (Médico) e Luciana Giordano (MRLL)
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Depoimento Dr. Sergio Cleto do Villa Vianna
A regularização do bolsão do Villa Vianna foi obtida há 8 anos atrás.
A Associação de Proprietários foi criada em 18 de agosto de 1982 e continua ativa até apresente data, sem nenhuma interrupção. É muito importante a sua continuidade, pois com o trabalho da Associação nosso "Condomínio" vem se mantendo em excelente ordem quer no aspecto paisagístico, no aspecto organizacional, segurança e no relacionamento entre os vizinhos, que o torna um dos mais belos da Granja Vianna, valorizando os imóveis e com isso resultando em um "excelente investimento" para os proprietários.
Para o custeio de toda esta estrutura, os moradores e os poucos terrenistas que ainda não se dispuseram a iniciar suas obras, contribuem com valores muito baixos se comparados a qualquer condomínio de imóveis residenciais de pequeno tamanho na cidade de São Paulo e mesmo nas cercanias na Granja Vianna.
Trata-se de um "case" de sucesso e todos os Condomínios vizinhos deveriam tomar como referencial, sem falsa modéstia.
Dr. Sérgio Cleto
13/11/2008
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
CENSURAR = FILTRAR = CENSURAR = FILTRAR
Em tempos remotos, a censura imperou no Brasil e os meios de comunicação até hoje ainda publicam matérias sobre o que acontecia nos “anos de chumbo” como costumam denominar o período dos governos militares.
Wladimir Herzog, jornalista, tornou-se um mártir e um símbolo de luta contra a censura a Imprensa com sua morte violenta quando preso numa repartição pública do setor de repressão policial da época em São Paulo.
Toda espécie de censura é e sempre será inaceitável!
Wladimir Herzog, jornalista, tornou-se um mártir e um símbolo de luta contra a censura a Imprensa com sua morte violenta quando preso numa repartição pública do setor de repressão policial da época em São Paulo.
Toda espécie de censura é e sempre será inaceitável!
...”Assim, sugiro ao jornal filtrar, para evitar de confundir o leitor, geralmente bem informado pelo Jornal d'aqui”.
(fonte edição número 470 – Jornal d’aqui –Granja Viana- Cotia-SP 21/12/2007)
A frase acima é trecho de uma carta enviada por um leitor de um Jornal regional de Cotia, (Região da Granja Viana), referindo-se a publicação em outra edição de outra carta de outro leitor, que por sua vez, se referia a um bairro do Município de Carapicuíba utilizando incorretamente para rotular tal bairro o termo “condomínio”.
Porém, o que vejo de grave neste trecho que faz parte da carta, apesar de em parte correta quanto a questão condomínio/não condomínio, é o que está debaixo ou atrás da palavra filtrar.
A palavra filtrar na transcrição acima deixa o seu uso mais corriqueiro que é no sentido de “limpeza”, “purificação” e “anti-poluição” para, num instante poluído de infelicidade passar por significado de – CENSURAR, TOLHER A AMPLA LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Significa – “ACEITO LIBERDADE DOS OUTROS, MAS LIMITADA PELOS MEUS INTERESSES”. Significa- “SOU TOTALITÁRIO!” (no sentido controlador e ditatorial do termo).
No contexto da frase acima, a palavra filtrar é seguida pela colocação “para evitar de confundir o leitor” que vejo como uma desculpa como se o autor da referida carta tentasse esconder a real intenção de censura, tanto pela não utilização da palavra censura quanto pela dissimulação da “boa intenção” para com a interpretação do leitor, (sem tocar no erro do emprego desnecessário da preposição “de”). Ou seja, o autor da carta emitiu uma mensagem para o redator do Jornal e uma outra mensagem, esta, dissimulatória e ao mesmo tempo, indiretamente repreensiva e repressiva, para o leitor menos avisado.
Um país e sua Imprensa, os quais se dizem democráticos, não podem conceber fazer censura a manifestação legítima de leitores expressando opinião própria, mesmo que esta opinião não seja a mesma da Redação ou da Diretoria do meio de comunicação ou até mesmo da maioria dos seus leitores, qualquer que seja este ou aquela opinião.
Um jornal que quer fazer história, que queira deixar sua marca ou permanecer por muito tempo ainda no conceito e aceitação dos leitores, não pode aceitar imposição de censura em seu Conselho Editorial.
Muitas vezes, estes pequenos jornais regionais são dirigidos por jornalistas oriundos da antiga esquerda brasileira, aquela que acreditava no Marxismo, idolatrava Che Guevara e a Revolução Cubana e que até pouco tempo atrás, aceitava o totalitarismo típico da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas como um regime e sistema de governo aprovável. Agora, expostos ao conflito da democracia x suas antigas ideologias, são obrigados a tenderem para o lado político mais forte, o da democracia, e sentem-se muito mal quando alguma coisa traz à memória deles os tempos de repressão que sofreram, numa espécie de tortura do passado ressurgido no futuro.
A classe média brasileira não é um monumento contra a hipocrisia e age bastante demais com meios que são justificados pelos fins e pelas circunstâncias.
Atos de violência continuam sendo praticados mesmo após a evolução do cenário político brasileiro, como exemplo o que a classe média de um bairro fez com duas faixas de manifestação livre, legítima e democrática do Movimento RenoirLutero Livre em Novembro deste ano.

Quando interessa manter principalmente algum “status” conseguido a duras penas, como é próprio acontecer neste grupo social, ou algum interesse digamos, “político”, não mede esforços e deixa transparecer a própria alma, por vezes horrível e violenta.
Grupos étnicos constituintes desta faixa sócio-econômica até historicamente já foram assolados por preconceitos e exclusão, censuras de todo tipo, discriminação de raça e de idéias, mas nem por isto se lembram da própria história para aplicar princípios de igualdade para com outrem. Vale mais para eles a manutenção dos seus interesses pessoais ou do grupo atual e menos vale a preservação das liberdades democráticas, idem duramente conseguidas pelo povo brasileiro.
E mais, significa para a Imprensa que aceitar tal “sugestão”, um risco e uma ameaça à qualidade de seu conteúdo de informação e uma provável descrença de muitos em seu padrão de jornalismo.
Grupos étnicos constituintes desta faixa sócio-econômica até historicamente já foram assolados por preconceitos e exclusão, censuras de todo tipo, discriminação de raça e de idéias, mas nem por isto se lembram da própria história para aplicar princípios de igualdade para com outrem. Vale mais para eles a manutenção dos seus interesses pessoais ou do grupo atual e menos vale a preservação das liberdades democráticas, idem duramente conseguidas pelo povo brasileiro.
E mais, significa para a Imprensa que aceitar tal “sugestão”, um risco e uma ameaça à qualidade de seu conteúdo de informação e uma provável descrença de muitos em seu padrão de jornalismo.
A CAUSA BASE DA QUEIMA DAS FAIXAS DO MOVIMENTO É A MESMA CAUSA BASE DA FRASE DO AUTOR DA CARTA AO JORNAL D'AQUI?
É REPRESSÃO À LIBERDADE E AO DIREITO DE MANIFESTAÇÃO? (com gradações de violência).
Site interessante sobre o assunto: http://www.direitoacomunicacao.org.br/
(primeira foto - no início do texto - fonte- site do Observatório do Direito à Comunicação)
Dr. Ricardo Augusto Salgueiro
Médico
p/Movimento RenoirLutero Livre
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