Em geral pouco duram, sufocadas pelos interesses outros, porém muito raramente, mas raramente mesmo, vemos, nesta região chamada de Granja Viana, o aparecimento de algumas vozes, mesmo luzes brilhantes, como é o caso da Educadora Conceição Ferreira da Silva.
Atenta ao fato lamentável da crescente incorporação do dia das bruxas nas práticas escolares, esta Senhora manifestou-se, em carta e em artigo ao Jornal d'aqui, concentrando-se no âmbito da Educação Escolar. Todavia, cabe ressaltar um pouco do que está além do descrito pela Educadora.
O trazer o dia das bruxas para o Brasil a partir da cultura norte-americana é de uma "macaquice" absurda. A cópia brasileira é de uma falta de justificativa sem par.
Para famílias norte-americanas, mais ainda com origem Irlandesa, até é aceitável.

Mas famílias brasileiras, cujas origens nada tem a ver com Irlanda ou Estados Unidos da América e pior, quase somente de classes sociais A e B, somente nos "condomínios", (outra macaquice de cara norte-americana), denota a pobreza cultural de muita gente e, muito pior, mostra clara a rejeição contra elementos presentes na origem e na Cultura Nacional: Sacis, (e os sacis aqui ainda são negros), Mulas Sem Cabeça, Bumba Meu Boi, etc...
Para cúmulo da aberração, só falta o dia do Saci Perere não ser mais negro, nem mulato.
E somente assim, talvez o Saci será aceito dentro de um falso condomínio, que é mais uma mera cópia da cultura norte-americana.
Esta coisa macaqueada não tem nada de ação de graças, nem graça nenhuma, e deve fazer Monteiro Lobato e outros tremerem nos túmulos, pois de semelhante ao Brasil, o dia das bruxas importado só tem mesmo a abóbora nacional.
Quanto aos doces, se as crianças os querem ganhar, esperem o dia de São Cosme e São Damião, muito mais próximo de nós tupiniquins.
Leia o texto da carta e o artigo da Educadora:
http://www.jornaldaqui.com.br/cartas.php?id_carta=1970
MRLL











