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sexta-feira, 11 de março de 2011

ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA ATACA TAMBÉM EM NOVA LIMA-MG

O mal é o mesmo, como temos dito há muito tempo.

Em Nova Lima, Município mineiro da Grande Belo Horizonte, a especulação imobiliária ataca de maneira parecida com o restante do país.

Lá também há uma associação que pela frente é "associação de bairro", mas por trás é "falso condomínio". Atua como "parceira" das imobiliárias na destruição de patrimônio natural.

E ainda ajuda a explorar os proprietários e os que caem nas armadilhas das vendas de imóveis do Bairro Jardim de Petrópolis.

PRESERVEJP - JARDINS DE PETRÓPOLIS: ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA ESTÁ COMANDANDO O JP: "PLACAS E FAIXAS COLOCADAS NA PRINCIPAL ENTRADA DO JP Há tempos, diversas faixas e placas de proprietários e corretores de imóveis an..."

MRLL

quinta-feira, 25 de março de 2010

MAIS UM! AGORA EM RIBEIRÃO PRETO, JUSTIÇA MANDA DERRUBAR GUARITAS E CANCELAS.

Matéria do Jornal Folha de São Paulo de 24/03/2010 informa sobre mais uma decisão judicial contrária aos interesses das "associações de vizinhos" e seus falsos condomínios.

Não existe condomínio de fato!
Não existe condomínio em bairro!

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Justiça manda Royal Park demolir guarita
TJ deu prazo de 120 dias para retirada de muros do loteamento, que foi transformado em um condomínio fechado

Rotina é de condomínio, com obrigatoriedade de identificação na guarita, muros bloqueando ruas e arame farpado

LEANDRO MARTINS
DA FOLHA RIBEIRÃO

Um acórdão do Tribunal de Justiça determina a desobstrução do acesso a ruas, praças e áreas verdes no loteamento Royal Park, no distrito de Bonfim Paulista, em Ribeirão. A Justiça reconheceu que o local é um loteamento e não um condomínio, e, por isso, as ruas são públicas e devem ser abertas.
A decisão do TJ dá prazo de 120 dias para que a Associação dos Amigos do Royal Park libere a circulação de veículos e pessoas, mas o que se vê no loteamento é a construção de uma nova guarita em seu acesso, bem maior do que a estrutura que existia antes.
Criado como loteamento, o Royal Park começou a ser fechado há cerca de 15 anos, segundo o economista aposentado José Luiz Donegá, 61, um dos moradores contrários à construção dos muros e guaritas. "Eu comprei o terreno aqui há 25 anos e era aberto. Aos poucos, foram fechando."
Segundo ele, além de o fechamento ter barrado o acesso a áreas públicas, como ruas e praças, a associação cobra dos moradores uma taxa de condomínio -cerca de R$ 320 por mês, segundo Donegá. Por se recusar a pagar, ele foi processado. "A área aqui é pública e eu não sou obrigado a ser sócio."
A Folha esteve ontem no bairro e viu que a estrutura é de condomínio, embora a Justiça tenha reconhecido que o empreendimento foi aprovado como loteamento. Na guarita, é preciso se identificar para os seguranças. Dentro do local, os muros bloquearam ruas já asfaltadas e ganharam arame farpado em alguns trechos.
Segundo o promotor da Habitação Antônio Alberto Machado, a decisão do TJ ainda não chegou ao Ministério Público, mas ele disse que vai acompanhar o cumprimento do prazo para abertura das ruas. "Sou autor da ação, então tenho que executar [a sentença]."
A Folha tentou ouvir o presidente da associação do Royal Park, Antônio Sorrentino. Ele foi procurado pelo menos dez vezes por telefone, mas não ligou de volta. Em entrevista anterior, ele disse que o fechamento não tem como objetivo elitizar. "O Estado não tem verbas para dar recursos e segurança para todo mundo. Isso é uma evolução da sociedade."
Em Ribeirão, a Promotoria da Habitação também questiona na Justiça o fechamento de outros loteamentos transformados em condomínios, como o Saint-Gérard e o Itanhangá.
"Agindo sob o manto da paranoia da segurança, muitas associações transformaram, de forma ilegal, loteamentos em condomínios", disse o advogado Roberto Mafulde, diretor jurídico da Defesa Popular, entidade que representa moradores descontentes com o fechamento de loteamentos.
Segundo ele, as associações cobram taxas de forma ilegal, como se fossem condomínios de fato. "Na capital são 5.000 loteamentos nessa situação." 24/03/2010

FOLHA DE SÃO PAULO- 24/03/2010
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MRLL

domingo, 22 de novembro de 2009

Nas Próximas Eleições

PENSEM NAS CRIANÇAS SEM AS RUAS LIVRES

PENSEM NAS MULHERES SEM MATERNIDADES LIMPAS

PENSEM NOS IDOSOS SEM DIGNIDADE, SEM PRAÇAS E SEM BANCOS

PENSEM NOS HOMENS DE BEM SEM RESPOSTA DAS INSTITUIÇÕES

PENSEM NAS URGENCIAS NÃO ATENDIDAS

PENSEM NOS BURACOS NÃO RESOLVIDOS

PENSEM NAS OBRAS ATRASADAS

PENSEM NAS CÂMARAS INEFICAZES E QUE NÃO FISCALIZAM

AS DORES DAS LESÕES, DAS FRATURAS, DAS QUEIMADURAS E DAS BALAS PERDIDAS SERÃO ESQUECIDAS

A FALTA PÚBLICA, DE POLÍCIA, DE SAÚDE E DE EDUCAÇÃO, SERÁ ESQUECIDA

AS PRIVATIZAÇÕES DE TUDO SERÃO ESQUECIDAS

AS PROVAÇÕES SERÃO ESQUECIDAS

OS ROUBOS, OS VALERIODUTOS, OS SARNEYS SERÃO ESQUECIDOS

AS VIAGENS COM DINHEIRO PÚBLICO SERÃO ESQUECIDAS

OS ATOS SECRETOS SERÃO ESQUECIDOS

AS PONTES E VIADUTOS CAÍDOS AINDA EM OBRA SERÃO ESQUECIDOS

A PRESSA ELEITOREIRA SERÁ ESQUECIDA

OS DANOS MATERIAIS E EMOCIONAIS SERÃO ESQUECIDOS
AS MORTES SERÃO ESQUECIDAS
PORQUE, NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES

AINDA VAMOS CORRER O RISCO DE SEREM ELEITOS ESTES MESMOS POLÍTICOS...
OU TALVEZ IGUAIS OU PIORES QUE ESTES MESMOS!


domingo, 6 de setembro de 2009

CUIDADO - NOS SEUS VIZINHOS PODE ESTAR UM BANDIDO!

A estrutura dos “condomínios” é cada vez mais contestável.
Transito para sair e para chegar em casa, altos custos de taxas, serviços mal prestados...
Cai a cortina de veracidade quanto a alegada forma mágica de pagar extras para associações e empresas particulares para ter "segurança".
Cai a cortina do sonho de consumo dos "condomínios".

De há muito há perda da prestação de serviço público de segurança. O mesmo acontece na Educação e Saúde.

Todavia, as classes menos pobres ou mais abastadas aceitaram o caminho do menor esforço e, sem reclamação, sem luta, sem requererem os direitos de cidadania, admitiram as leis dos falsos “condomínios” que criaram os bolsões “residenciais” como sendo seus redutos de pseudo segurança.

Desde há muito, observa-se que apesar da ocupação destas áreas públicas com restrições ao ir e vir dos moradores, proprietários e demais cidadãos e cidadãs e com imposição de cobranças de taxas extras sob o título de taxas de associação condominial, nada resolveram, pois a segurança não melhorou piorou.

Matérias jornalísticas mostram inclusive a presença de bandos dentro destes mesmos lugares, excluindo da palavra verdade absoluta a diferenciação para “melhor” daqueles que moram ou tem propriedades nestes locais.

ONDE ESTÃO MESMO TODOS OS BANDIDOS?


MATÉRIAS:

Polícia Prende Três e Apreende Cocaína na Grande São Paulo
01/09/2009
Três presos e 259,6 quilos de cocaína apreendidos foi o resultado de três meses de investigações feitas pelo Setor de Investigações Gerais (SIG), da 5ª Delegacia Seccional (zona leste). A droga, que vinha da Bolívia e passava por Mato Grosso do Sul, seria distribuída em São Paulo. A maior parte - cerca de 230 quilos - estava escondida dentro de uma picape Hilux, em um condomínio de classe alta em Cotia, na Grande São Paulo.Era ali que morava o comerciante Luis Carlos Tomei Daher, um dos acusados de liderar o bando. O outro chefe do grupo seria Luciano Leite Borges. Ambos foram presos pelos policiais da Seccional quando se preparavam, segundo o delegado Ítalo Zaccaro Neto, para entregar 34 quilos de cocaína no Jabaquara, na zona sul de São Paulo. Os dois iam passar a droga para Jorge Antônio Libor, gerente do grupo, encarregado da distribuição para os pontos de venda, quando foram abordados. Depois de prendê-los, os policiais revistaram casas em Peruíbe, no Parque Bristol, na zona sul, e em Cotia. Apreenderam quatro carros e um caminhão com fundo falso que era capaz de transportar 500 quilos de cocaína.


Denarc prende comerciante acusado de tráfico de drogas
Domingo, 26 de Novembro de 2006

O Denarc (Departamento de Investigações Sobre Narcóticos) prendeu, na manhã de ontem, o comerciante P.S.P., de 38 anos, procurado por tráfico de drogas. Dono de imóveis e empresas em São Paulo, o comerciante é suspeito de ter enviado um pacote-bomba que matou o pai de um policial, em Americana, há seis anos.Paulo foi preso no Aeroporto de Congonhas, às 8h30, quando chegava de João Pessoa (PB), onde estava morando. Do aeroporto, ele iria para um condomínio localizado na Granja Viana, sua residência na Capital.Os investigadores da 1ª Delegacia do Nape (Núcleo de Apoio e Proteção às Escolas) interceptaram o comerciante na área de desembarque do aeroporto. Ao ser parado, ele apresentou documentos falsos.Depois de interrogado, o comerciante confessou estar usando documentos falsos para continuar foragido, pois possui mandado de prisão expedido pela Justiça da Comarca de Piracicaba por tráfico de drogas.Os investigadores efetuaram buscas em propriedades do acusado, mas não conseguiram localizar a cocaína que estaria com P.S.P. No inquérito que investiga a morte do pai do policial, o comerciante figura como suspeito de envolvimento no crime.
Antônio Carlos Silveira - Assessor de Comunicação do Denarc

MRLL

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A falência dos condomínios

Mais uma criança, inocente vítima dos enganos da classe média brasileira.
Mais uma vida humana perdida pela inútil carência de status social.


Jornal Folha de São Paulo, 22/05/2009

Cada vez fica mais clara no Brasil a falência do sistema de “condomínios”.
Por mais fechados que sejam, por mais tecnologia que tenham, por mais caros que custem, não resolvem a "neurose de segurança" de quem adquire imóveis e aceita este regime de morar.
Estou me referindo aos condomínios verdadeiros, pior é a situação dos falsos condomínios, espécie de “rolex falso” que a carência de status social da classe média brasileira achou um dia.
Em ambas as situações, agrava-se a coisa pela inegável conotação elitista destas propriedades e aberrações, excluindo a maior parte da população, criando a estratificação forçada das pessoas.
Isto, logicamente, interessa aos detentores de maior poder aquisitivo, pois podem satisfazer seus egos repletos de desejos de superioridade, orgulho e rejeição sobre quem necessita trabalhar para sobreviver prestando serviços a estas pessoas.
Teorias várias dizem da exacerbação da violência gerada por esta estratificação. Será?
Nos “bolsões” ou falsos condomínios a coisa tem, além da mesma discriminação e humilhação impostas dos condomínios verdadeiros, a hipocrisia, a mentira de chamarem de particulares as áreas públicas.
O caso de Rio Claro prova esta falência.
A Sociedade Brasileira precisa se convencer que sem exigência igualitária do direito constitucional aos serviços públicos em geral, não adiantarão condomínios e outras faláceas parafernalescas para garantias da própria vida.

Dr. Ricardo A Salgueiro
Médico
MRLL

sexta-feira, 1 de maio de 2009

PRIMEIRO DE MAIO E "BOLSÕES" DA DISCRIMINAÇÃO

AS CONQUISTAS DOS TRABALHADORES BRASILEIROS ADVINDAS COM A CONSTITUIÇÃO DE 1988 AINDA ESTÃO MESMO LONGE DE SEREM CONQUISTADAS.



Trabalhadores informais e formais que vivem das migalhas dos serviços da classe média nos condomínios irregulares da Grande São Paulo, e em outros espalhados pelo Brasil, sofrem com a discriminação, a perda de direitos, a falta de assistência e amparo organizacional de suas categorias.




Cadastros de empregadas domésticas, estacionamentos para prestadores de serviços externos ao "residencial" nas áreas públicas, tão falso como um rolex de barraca do "camelô da esquina, portões e cancelas com passagens mais laterais e diferentes para trabalhadores e moradores...são o quadro da discriminação feita no dantesco inferno criado por políticos municipais nos lugares que antes eram livres para todo o povo.

Diante da ausência dos políticos, os ocupantes do poder público de várias épocas e ocasiões, temos que agir de maneira solidária e cidadã.

Quando o MRLL tramitava a conquista de uma linha ônibus para amparar o direito ao transporte destes trabalhadores na Estrada do Capuava, região da Granja Viana, em Cotia, passando um abaixo assinado entre os moradores e cidadãos em geral, encontrou resistência por parte dos proprietários, moradores de classe média destes falsos condomínios em assinarem o pedido.

Isto mostra o grau de falta de solidariedade e o sentimento de ódio, de péssima origem, que estas pessoas de classe média, grupo de moradores mantém nestes “bolsões” de discriminação.

Muito prováveis resquícios de ditadura elitista, períodos escravocratas, estes sentimentos e atitudes denotam que a Sociedade está muito longe da evolução desejada e que a origem da ocupação irregular de áreas públicas é apenas um dos sintomas de um grande mal que acomete os dias de hoje.

Quantos "renoires", quantas "granjas vianas", quantos "residenciais" há no Brasil?

Dr. Ricardo A Salgueiro
Médico
MRLL

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

No Site Granja Viana (Site da Granja) Matéria Sobre Bolsões

Com o título Lei dos Bolsões e o direito de ir e vir, o Site da Granja (http://www.granjaviana.com.br/) publica neste mes de Novembro uma matéria sobre bolsões.

Leiam o nosso depoimento mostrando a posição do MRLL quanto a origem e andamentos da absurda ocupação de áreas públicas.

Observe a foto do Bairro (bolsão) Renoir I que é o tal bolsão onde pouca reação existe, da mesma forma que os demais, e por isto se diferencia do Bairro Paisagem Renoir II e III no qual originou-se o MRLL e por isto é o único que tem reação local organizada.

Observe que no depoimento de uma pessoa favorável a Bolsões não há argumentação legal nem ética.
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texto do Site da Granja:

Lei dos bolsões e o direito de ir e vir
Palos Verde (ver foto abaixo)

Nas rodinhas de bate-papo na Granja, nos últimos dias, o assunto da vez diz respeito aos bolsões residenciais. Tem acontecido até casos de agressão, o que está levantando novamente a polêmica: Até onde vai o direito de ir e vir? O que as pessoas que convivem com isso pensam a respeito?A LEI DE BOLSÕES foi criada em 1994 e permite a instalação dos chamados "bolsões residenciais" (que só podem ser implementados em "área com características homogêneas, em que suas vias de circulação se destinam basicamente ao trânsito local - Lei nº 694, de 08 /11/1994).

A instalação dos bolsões é geralmente pedida por uma Associação de Moradores do Bairro. Porém, de uns tempos para cá, muitas coisas erradas começaram a acontecer, desde o não cumprimento do que foi estabelecido na própria Lei (a Lei não permite o simples e total fechamento de ruas), até o uso indiscriminado da cobrança contra proprietários, que mesmo não sendo sócios da Associação que se institui no local, passaram a receber a conta, inclusive com cobrança retroativa...

Esses locais não são condomínios. São loteamentos com ruas e praças - chamadas áreas públicas - onde todos que moram ali já pagam IPTU.

A disseminação indiscriminada de bolsões, onde coloca-se uma cancela e um porteiro, faz com que os moradores comecem a receber boletos de pagamento, o que tem gerado muitas discussões acaloradas.

Hoje, para que se crie um bolsão, pelo menos 50% das pessoas residentes devem assinar o pedido. Mas será que isso realmente representa a vontade da maioria?

Recentemente duvidas foram levantadas a respeito dos progressos alcançados no combate a ocupação de espaços públicos.Decisões do Superior Tribunal de Justiça de 07/05/2007,09/10/2007,08/02/2008 e 25/03/2008 com relatorias de alguns Ministros, são claras o suficiente para garantir seu ganho de causa; além da ação de inconstitucionalidade 1706(ADI) de 09/04/2008, acordão publicado em12/09/2008, que julgou o Supremo Tribunal Federal que associações e administradoras não podem substituir o poder público nessas áreas públicas.

Por conta disso, conversamos com diversas pessoas envolvidas no assunto, e obtivemos algumas informações relevantes.Vejam alguns depoimentos de pessoas de vários bolsões, que convivem diariamente com isso:

Fau Barbosa

Fotos: Ligia Vargas:



1
2
3
4



fotos: 1- Bolsão - Vila Viana
2-Bolsão - Palos Verdes
3-Bolsão - Renoir I
4- Bolsão - Fazendinha







Depoimento de Ricardo A Salgueiro (Médico) e Luciana Giordano - Paisagem Renoir
Quanto aos bolsões vejo uma aberração, uma doença, em vários sentidos. No sentido social e político, os bolsões surgem da intolerância e da competição por "status" que vem da Classe Média em deletéria harmonia com a pouca presença ou ausência do Estado nas coisas públicas, entregues aos vários interesses do conhecido perfil dos políticos regionais e do Brasil. A Classe Média aceita a exploração de Áreas Públicas, não reclamando direitos gerais a segurança e manutenção de diversos serviços públicos em troca da concessão destas áreas para as antes chamadas associações de Bairro. Estas por sua vez se rendem as empresas administradoras mantendo um ciclo doentio que envolve governos e até Câmaras Municipais. Ou seja, um nicho de mercado, um negócio existindo sobre estas áreas e direitos públicos. Correm por volta as imobiliárias que alegam aos incautos, qualidade de vida (falsa) e valorização (incerta) de seus imóveis perante a aparência de "condomínio" dada pelos bolsões a estas áreas públicas. Prova da anuência da Classe Média é que as pessoas aceitam a construção de guaritas, cancelas e até portões, aceitam imposições "tipo condomínio", mas somente se manifestam e passam a se dizerem "vítimas" quando são cobradas financeiramente por serviços muitas vezes irregulares e pessimamente feitos pelas associações de Bairro. Basta observar que o único Bairro da região de Cotia que tem exemplo de reação local é o Renoir II e III com o nosso Movimento RenoirLutero Livre, (MRLL). No sentido urbanístico, apesar do previsto na Constituição de 1988 e no Estatuto das Cidades, os bolsões afetam os Municípios adulterando o que já estava e/ou deveria ser delineado para todos, assim criando mais e mais problemas, pois com o crescimento das regiões, a pressão por escoamento de tráfego encontra obstáculos nas vias públicas fechadas por muros, portões e etc... Ainda os bolsões alteram trajetos em favor de minorias em detrimento de toda a população, prejudicando inclusive o acesso e o desempenho de serviços públicos essenciais, dentre estes a Segurança Pública. Em conseqüência, a parte maior e de menores recursos da população é a que mais sofre, porque com muita freqüência é discriminada e humilhada por ordem destas minorias de Classe Média através de seus porteiros, ainda tendo modificados, aumentados e piorados seus trajetos, porque em geral as áreas ocupadas pelos bolsões são as melhores áreas e vias de cada região. As associações em conluio com os políticos nos governos, até mesmo em suas campanhas eleitorais, alegam que os bolsões aumentam a oferta de empregos para a população dos Bairros vizinhos e que o que não é gasto de verbas públicas nas outrora áreas públicas livres seria aplicado em Bairros mais carentes. Porém é fácil a prova de que com ou sem guaritas, cancelas e bolsões o número de empregos será o mesmo ou maior nas Prefeituras e nunca nenhum governo provou por contabilidade este uso das verbas. Outra falácia é que os bolsões ofereceriam segurança o que é facilmente contestável já que em vários bolsões, assaltos, furtos e até seqüestros não são evitados pela pretensa segurança particular porque há falhas grotescas nos métodos e na estruturação em cada local. Com a evolução tecnológica, guaritas e cancelas já são dispensáveis.A discriminação aumenta e fomenta o ódio das populações dos Bairros vizinhos, mormente nos mais jovens. Por vezes é uma causa de aumento da criminalidade, conforme estudos publicados.Até no sentido ecológico os bolsões são deletérios com a destruição de remanescentes de Mata Atlântica em recuperação, principalmente em relação a áreas verdes públicas transformadas irregularmente em parquinhos, churrasqueiras, sedes, quadras e campos de futebol, "tipo áreas comuns de condomínio". A solução a nosso ver no MRLL é a completa execução da Lei quanto a áreas e vias públicas, requerendo do Estado que os governos forneçam os serviços essenciais e que não competem a associações de Bairro, devolvendo a todos, indiscriminadamente o que sempre será da população: ás áreas e vias públicas de cada Município brasileiro.

Ricardo A Salgueiro (Médico) e Luciana Giordano (MRLL)

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Depoimento Dr. Sergio Cleto do Villa Vianna

A regularização do bolsão do Villa Vianna foi obtida há 8 anos atrás.
A Associação de Proprietários foi criada em 18 de agosto de 1982 e continua ativa até apresente data, sem nenhuma interrupção. É muito importante a sua continuidade, pois com o trabalho da Associação nosso "Condomínio" vem se mantendo em excelente ordem quer no aspecto paisagístico, no aspecto organizacional, segurança e no relacionamento entre os vizinhos, que o torna um dos mais belos da Granja Vianna, valorizando os imóveis e com isso resultando em um "excelente investimento" para os proprietários.
Para o custeio de toda esta estrutura, os moradores e os poucos terrenistas que ainda não se dispuseram a iniciar suas obras, contribuem com valores muito baixos se comparados a qualquer condomínio de imóveis residenciais de pequeno tamanho na cidade de São Paulo e mesmo nas cercanias na Granja Vianna.
Trata-se de um "case" de sucesso e todos os Condomínios vizinhos deveriam tomar como referencial, sem falsa modéstia.
Dr. Sérgio Cleto

13/11/2008
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p/ MRLL
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domingo, 26 de outubro de 2008

Comunicado 24 (em Agosto / Setembro de 2008)

A SEGUIR, APÓS A PRIMEIRA PÁGINA DO PANFLETO
TEXTO E FOTOS COM ALGUMAS OBSERVAÇÕES
Observações - Recentemente, enquanto este panfleto estava sendo impresso, a associação do Bairro Paisagem Renoir II e III promoveu o asfaltamento de uns 70 metros apenas da Estrada do Lutero no trecho mais próximo a Estrada do Capuava. Só maquiagem, só para aparências do falso "condomínio".

O serviço feito, como todas as obras feitas pela Sapar já estava se desmanchando, (VIDE FOTOS), apenas um mês depois de tido como pronto. Em seguida, foram pintadas algumas faixas de sinalização, tudo dentro do mesmo e único princípio: FANTASIAR - fazer aparentar escondendo a realidade, iludir!







Em Junho de 2007, o MRLL bloqueou obra de pretensão igual, porém obra irregular em área pública.

E pior, obra pretendida pela associação Sapar com o uso ilegal de máquinas da Prefeitura de Cotia e sem documentação correta.
E também bloqueamos a colocação de portões na mesma via pública.

Em Julho de 2007, o MRLL obteve sentença liminar, válida até hoje, impedindo a colocação dos tais portões.


VITÓRIA DO MOVIMENTO RENOIR LUTERO LIVRE

Mais de doze meses depois, a recente obra foi feita, obedientemente, com presença de engenheiro da Prefeitura e Alvará e, mais ainda, provando nossa vitória e demonstrando obediência aos princípios de legalidade e ordem que queremos e fazemos valer, a associação Sapar não colocou e nem vai colocar os portões na Estrada do Lutero.


segunda-feira, 6 de outubro de 2008

AS DIFERENÇAS

As relações entre moradores e a especulação imobiliária é quase sempre cheia de atritos e discrepancias injustas.

Por vários fatores, muitos destes evitáveis, a corda ainda arrebenta para o lado de menor poder de compra, imperando o peso do poderio econômico sobre quaisquer interesses humanos.

A seguir, observe nas partes do filme o trabalho do Núcleo de Estudos da Intolerância da USP.











segunda-feira, 18 de agosto de 2008

PUNIÇÃO GERAL E IRRESTRITA, JÁ!

Recente discussão entre várias opiniões a questão da Lei da Anistia, de 1979, e o perdão “geral e irrestrito”, tanto a torturadores, quanto a terroristas ou não terroristas da época da Ditadura Militar no Brasil.
Hoje, esta discussão surge da intenção de alguns em verem punidos os antigos torturadores, muitos que continuam vivos e volta e meia aparecem na vida de ex-militantes da antiga esquerda brasileira da época.
O perdão, geral e irrestrito, atingiu a extinção de processos contra os militantes de esquerda e outros acusados, justa, injustamente, procedentemente ou não, apagando as possíveis condenações e as alegadas perseguições bem como apagou junto às possibilidades de punição aos operadores e mandantes dos paus-de-arara, choques elétricos, surras, queimaduras genitais e até de alegadas mortes e corpos jogados em alto mar.
Hoje, lutamos contra as pequenas ditaduras de grandes efeitos sociais, como exemplo a daqueles que pretendem nos torturar, tirando nosso sossego de cidadãos contribuintes e sem crimes, todos em tese, em tese repito.
Lutamos contra a ocupação de áreas públicas e a exploração destas mesmas áreas, cedidas por ocupação, à semelhança da “revolução militar de 1964”, pseudo-legalizadas pelas Leis Municipais dos Bolsões que atingem vários Municípios brasileiros.
A meu ver, somos a semelhança, os perseguidos pela ditadura das associações de bairro e pelos interesses das administradoras de condomínios e das especulações imobiliárias enquanto o outro lado, contrário a nós, são a semelhança ou mera coincidência, os militares de outrora, agindo a mão dura e a mão grande, impondo processos justos ou não, procedentes ou não, contra moradores e proprietários.
Hoje, como em 1979, há uma corrente dentre os dois lados, associações e os verdadeiros lutadores contra as associações, que prega o diálogo e a paz, dizendo ser a solução para tudo isto, definitivamente.
Hoje, como em 1979, há até os que se dizem contrários as associações, mas fazem acordos com estas e querem manter a coisa, pois sobrevivem do problema, da mazela e da ferida dos bolsões.
Acho que não podemos incorrer no mesmo erro.
O MRLL, (Movimento RenoirLutero Livre), é criticado pelas próprias e vitoriosas ações e manifestações, tidas como “agressivas”, e pela “dureza” de nossas posições.
Mas a história ensina, guardadas as proporções.
Hoje, vemos o arrependimento dos antigos militantes da esquerda que aceitaram a anistia geral e irrestrita em 1979 e agora vêm que a impunidade não resolveu o problema, não fechou as feridas, de nada serviu como exemplo e querem punição tardia e ilegal contra os torturadores.
A conversa e o diálogo, o acordo a paz aparente da lei/acordo de 1979 só geraram mais impunidade e insatisfação.
Hoje, em analogia, devemos punir os ocupadores de áreas públicas, as associações de cobradores de sobretaxas de pretensa manutenção em áreas públicas, e até mesmo, punir os “Gersons” e suas associações, que se dizem vítimas de outras associações, que se dizem do nosso lado, porém não passam de pretensos espertalhões que usam, gostam dos falsos condomínios e só não querem é pagar.

Dr. Ricardo A Salgueiro
Médico
renoirluterolivre@ig.com.br

sábado, 1 de março de 2008

ONDE ESTÁ O SENSO PÚBLICO?



“aqui é particular....”

Idoso, (“senhor”), referindo-se ao Bairro Paisagem Renoir II e III em 15/02/2008 por volta de 9horas e 30 minutos quando da correção da denominação da Estrada do Lutero feita pelo Movimento RenoirLutero Livre.

A matéria do Jornal Folha de São Paulo, edição de Sexta-feira 29/02/2008, caderno Cotidiano, página C11 mostra claramente o grau de conceito cidadão que não permitiu ao Prefeito da Cidade de Queimadas-BA distinguir o Privado do que é Público.
Mais faltam a educação e a Educação, e muito, no Brasil de hoje. Este mesmo Brasil 30-40 anos depois do “Milagre Brasileiro” que alardeava ser nosso País um “País do futuro”, futuro talvez previsto pelos governos da época, sem entrar no mérito ou não de terem sido governos militares. Se foi previsto este futuro, o da ignorância, então os militares eram mesmo um bando de sacanas que evitavam dar educação ao povo para que o povo não soubesse o quanto de força de reação e contestação poderia ter tido e tem.
Hoje, um idoso de seus 70-80 anos poderia ter sido um militar da mesma época do “Milagre Brasileiro”. E se não o foi, certamente foi um adulto e cidadão da época, com então 30 ou 40 anos de idade e viveu plenamente, também, os tempos da histórica ditadura militar do Brasil e da América Latina.
E por que não reagiram, ele e outros, naquele momento?
Vários fatores explicam estas atitudes: conservadora, reacionária, autoritária, incorporadora de bens públicos, prepotente, etc... Desde que, ontem e hoje, povo é povo e deve somente obedecer calado, com resquícios de corte monárquica que produz escravidão e subserviência, mantendo a hipócrita ORDEM do "dizer só aquilo que interessa e do jeito que papai mandou" e a danação do povo para o PROGRESSO da Nação.
Hoje, seus filhos reproduzem aquilo numa versão do mesmo modelo básico de prepotência e abuso anti-cidadania, muito provavelmente assim educando seus netos.
Hoje, tratam seus prestadores de serviços como soldados rasos, escravos, uniformizados e obedientes à HIERARQUIA do comando destes que tiveram a sorte de nascer menos pobres ou de não precisarem tanto SERVIR para tentar mal sobreviver.
Hoje, seus filhos e o mesmo “senhor” não conseguem mais distinguir entre o que é PÚBLICO do que é PARTICULAR. E, infelizmente é provavel que seus netos também assim não enxerguem nunca.
Hoje, fazem renascer o autoritarismo da imposição de serviços que dão lucro para empresas, outros e políticos, tudo sem direito de livre escolha, configurando um TOTALITARISMO, (de Direita política da época), militarizado, desde que este método faz uma ocupação forçada e/ou concedida de áreas públicas, com origem em privilégios dados a uma banda social por mero alcaide de mesma estirpe.
Um prefeito que entende, erradamente, que os Bens Públicos são seus, que os funcionários públicos são seus empregados, que as viaturas públicas são seus carros particulares e de sua família, também doa ou empresta áreas públicas à exploração vil e imoral de minorias.
E empresta o que não é dele, conscientemente, inclusive assinando leis municipais e alvarás que oficializam o tal empréstimo.
No Bairro Paisagem Renoir II e III e em muitos outros do Brasil afora, o princípio anti-ético é o mesmo. Abusar do que é Público, principal e paradoxalmente, e se convier, contra o povo!
A solução é implantar por via educacional e por via informativa, agora e desde cedo, os conceitos de distinção, conservação e respeito entre o que PÚBLICO do que é PRIVADO ou PARTICULAR e punir os adultos faltosos dentro da Lei, tenham a idade que tiverem.

Dr. Ricardo Augusto do Carmo Salgueiro
Médico
p/ Movimento RenoirLutero Livre

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domingo, 20 de janeiro de 2008

O sonhopesadelo (As "condominianas" - Dura realidade da "família Renoir")








Nas paragens deste “residencial”,
Com muito buraco, sem muro e sem portão
Pensam que são muito importantes,

Seqüestráveis até, de montão
Assim, perdem o próprio tempo
Com muita teimosia e
"masturbação"
Sonhando que são bacanas
Em suas farsas cotidianas


Mas a realidade é que diz:
A vida não é doce para quem acha
Que é uma espécie de “família Diniz”,

E sofrendo do próprio mal
Esta gente se engana
Sem Pão de Açúcar e sem dinheiro,
Comendo barro e poeira o ano inteiro
.
Movimento RenoirLutero Livre
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