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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

CÃES IMPEDEM AÇÃO DE BANDIDOS NO FALSO CONDOMÍNIO

Viaturas da Polícia Municipal de Cotia circulando pelo falso condomínio.
A segurança privada não deu conta da pretensa função.
Mais uma vez, coisa apertou e foram obrigados a pedir socorro.
Assaltantes atacaram um caminhão de entregas numa via próxima, e tentaram refúgio no falso condomínio.
Cães de uma propriedade local deram alarme e os bandidos fugiram.

Estas cenas, relatadas como ocorridas em Dezembro de 2009, mostram a fragilidade destas besteiras que chamam de condomínio.
Mostram que, havendo policiamento público, chamado na hora do aperto e da incompetencia, não seriam necessárias empresas particulares nem fechamento de áreas públicas.

A ausência nacional dos governos nas medidas policiais e nas soluções das questões sociais que causam os crimes, é uma das origens da concessão para ocupação precária de Áreas Públicas. Mesmo assim, as atitudes de muita gente deixa ver que há uma complacência das pessoas, também quanto à questão segurança, permitindo e aceitando a colocação de serviços particulares nas áreas públicas. Tal fato é pura confissão e prova do fracasso da gestão da Segurança Pública e da falta de reação da Sociedade na busca de direitos de Cidadania. O fracasso das políticas, tal qual na Saúde Pública, na Escola Pública...também mostra que não dão mais conta da função, porque privatizam muito e se privatiza tudo. Acreditam os favoráveis a tais privatizações precárias, com visão deficiente, que muros, cancelas e guaritas impedirão crimes. Hoje acreditam que áreas públicas cercadas, concedidas a minorias particulares, como no caso de Bairros, e aqui desculpem a necessária e esclarecedora redundância, PÚBLICOS, apelidados de “condomínios”, serão soluções para o problema da insegurança. Vendem esta idéia como sendo salvadora, mas na verdade só engordam os caixas das empresas de serviços de manutenção e segurança privada. E privatizando, cercando, restringindo o acesso e a visão pública, fazem apenas sobrar verbas públicas para conhecidos fins políticos. Meios e fins políticos burladores, muitas vezes, da desejada aplicação pública destas verbas públicas. Parte grande das pessoas, complacentemente, vai deixando entrar estas distorções, ao invés de exigirem as devidas contrapartidas pelos muitos impostos pagos. E hoje em dia, estranhamente, ainda preferem pagar taxas extras mais impostos, somente para serem cercadas e exploradas.

Dr. Ricardo A Salgueiro
p/ MRLL